Sombras curvilíneas

Incógnita e serena a noite apascenta
Uma escuridão deveras tão agoirenta
Leviana e sorrateiramente amamenta a solidão
Tão prepotente, ininterruptamente sedenta
Acutilante a madrugada sorve todos os breus
Reincidentes, pois que as maresias ainda
Embebedadas por emoções complacentes
Amansam famintos desejos tão proeminentes
Rodeada de memórias bem planejadas a saudade
Aduba uma oração crente, diligente…ah tão cortejada
Que a fé airosa e feliz, traveste a alma de mão beijada
Enchendo a manhã de luminescências elegantes o
Silêncio sutura cada gomo de luz bocejando fragrante
Escoando das brumas matutinas um sorriso sempre mitigante
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*