Uma Rosa
UMA ROSA
O amor é uma rosa escarlate e brilho mate,
É um nascer do sol em dia de nevoeiro indeciso,
Que nos atira do precipício de um coração que bate,
Vivendo obcecado, como um número preciso.
Amar é um animal selvagem incapaz de se alimentar,
É um feitiço na noite e escuridão total, mesmo ao luar,
É o presente incerto, o sonho de ser imortal
Oferecer sempre o nada e nunca ser banal.
Nestes dias abro a dor e sou pouco,
Sou como o orvalho triste e normal
Sou um paradoxo impossível, mas real,
Sou raiva, sintoma de devaneio
Sou o indigno homem que sonha,
Ser o que não sou,
Amar-te e ser completamente,
Simples, inteiro e normal.
David Veiga
O amor é uma rosa escarlate e brilho mate,
É um nascer do sol em dia de nevoeiro indeciso,
Que nos atira do precipício de um coração que bate,
Vivendo obcecado, como um número preciso.
Amar é um animal selvagem incapaz de se alimentar,
É um feitiço na noite e escuridão total, mesmo ao luar,
É o presente incerto, o sonho de ser imortal
Oferecer sempre o nada e nunca ser banal.
Nestes dias abro a dor e sou pouco,
Sou como o orvalho triste e normal
Sou um paradoxo impossível, mas real,
Sou raiva, sintoma de devaneio
Sou o indigno homem que sonha,
Ser o que não sou,
Amar-te e ser completamente,
Simples, inteiro e normal.
David Veiga
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