Devaneios da alma

Respinga de tristeza um aguaceiro intermitente
Reflecte no lajedo do tempo que desfalece uma
Submissa excitante caricia quase remissa
São os devaneios da alma carente adormecida
Entre o ócio dos dias e das horas caindo impotentes
Qual empatia para tantos intuitivos afagos tão eminentes
Padecendo de uma solidão quase impenitente a
Saudade balouça e sucumbe no meio da manhã colorida
Por silêncios e muitas luminescências tão clementes
Rodeiam-me agora brisas perfumadas que se dissipam
Além numa maresia assustadoramente irreverente para que
Não mais usurpem e corrompam minhas meditações tão latentes
Frederico de Castro
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