SEM CULPA E SEM CONDENAÇÃO

Quem te culpa? Quem te condena?
A sua consciência? Seu acusador?
Anda sem paz ou tem vida serena?
Tem coração duro ou se dobra ao amor?

Alguém te confessou agonia plena,
Apegado à tristeza de uma seca vida,
Com um olhar frio nele que encena,
Uma alma sofrida e por vezes abatida.

Anestesiaram-no com mentiras,
Ele tem muito medo da claridade,
As trevas conservaram-no em iras,
Impedindo-o de ver a verdade.

Ainda há a transparência da claridade,
Que penetra nas cavidades do coração,
E na alma sofrida produz capacidade,
Para paz, vistas límpidas, e íntima gratidão.

Não o culpará, e não o condenará,
Te justificará quanto às acusações,
Viverá em paz e a vida serenará,
Ao se entregar ao amor com ações.
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