A BOCA E AS MÃOS

De repente minha boca anseia
Conversar com tua pele

Surfar pelo labirinto de poros
Entreabertos pelo desejo inerente
Desse preconizado diálogo

E tudo é tão raro belo e recíproco
Que todo o universo se cala
Enquanto nossos sonhos se buscam
E os úmidos lábios passeiam e se falam
Partícipes desse colosso mistério

Tão puro que é bom esse advinho
Sem limites de gemidos e sons
Insignes sedentos e prontos

Feitos do morango maduro entre os dentes
E uma taça cúmplice nas mãos lambidas
Lambuzadas do amor pelo vinho
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