A CURA QUE PERDI

Teus olhos são santos, tu és a cura que perdi, e a doença incurável que me acometeu, teu coração é puro, teus seios são dois montes fortes que o protegem. O teu amor é o remédio que eu nunca poderei comprar. Teus passos são firmes e sempre endireitavam os meus caminhos. Tuas palavras são doces, pois teus lábios destilavam favos de mel, minhas amarguras, elas nunca prevaleceram. Teu sorriso é um sol nascente em dias de algidez humana. Me vejo sem tudo isto agora, me procuro em cantos de desolados, e me encontro preso sem direção. Agora não me suporto, pois covardemente desprezei a sorte, para viver e morrer num deserto castelo de areia, sedento e doente de amor.

Erimar Santos.
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