Esquecimento fatal
ESQUECI O ZÉ NINGUÉM E SUA PRISÃO DE VENTRE MENTAL.
Desacreditada, tinha deixado de confiar, distraí-me e voltei a acreditar, ou talvez por necessidade disso mesmo.
.ACREDITAR…
e esqueci.
.ACREDITAR…
e esqueci.
Esqueci e fiquei vulnerável aqueles
para quem a dignidade está no seu estatuto social,
na sua conta bancária, nas suas relações sociais,
na sua futilidade,
na sua prisão de ventre mental
e não na verdade e no conhecimento,
tornando-se deste modo, um medíocre
um desgraçado zé ninguém preso na sua solidão,
fechado, agarrado ao estirador,
preso num colete de forças,
aquele que, sempre bom na acumulação e no dispêndio,
só sabe sorver e apanhar,
mas incapaz de criar, de progredir
ou gerar algo de novo, de dar,
servindo-se sempre do bom
que os outros lhe oferecem numa bandeja de prata,
porque a atitude básica do seu corpo é a da retenção e despeito,
entrando em pânico
cada vez que sente
os impulsos primordiais do amor e da dádiva;
aquele que vive na sua prisão de ventre mental,
onde a sua própria obscenidade o assusta,
tendo sempre de ver a verdade
num espelho onde não possa chegar;
aquele que tem medo do amor genuíno,
da responsabilidade, do conhecimento,
explorando o amor, o trabalho,
o conhecimento do outro,
aquele que é incapaz de encarar
quando acusa de imoral,
porque sabe qual deles é o imoral,
o obsceno, o pornográfico,
aquele que “incapaz” de dizer uma asneira,
mas que não entende o outro
quando este afirma que não gosta
de anedotas nem de linguagem pornográfica
ou obscena no amor ou no sexo,
aquele que não sabe o que é o verdadeiro amor,
o verdadeiro sexo, o bom sexo,
onde a vertente carnal
é sempre acompanhada da vertente espiritual
e da superioridade intelectual.
para quem a dignidade está no seu estatuto social,
na sua conta bancária, nas suas relações sociais,
na sua futilidade,
na sua prisão de ventre mental
e não na verdade e no conhecimento,
tornando-se deste modo, um medíocre
um desgraçado zé ninguém preso na sua solidão,
fechado, agarrado ao estirador,
preso num colete de forças,
aquele que, sempre bom na acumulação e no dispêndio,
só sabe sorver e apanhar,
mas incapaz de criar, de progredir
ou gerar algo de novo, de dar,
servindo-se sempre do bom
que os outros lhe oferecem numa bandeja de prata,
porque a atitude básica do seu corpo é a da retenção e despeito,
entrando em pânico
cada vez que sente
os impulsos primordiais do amor e da dádiva;
aquele que vive na sua prisão de ventre mental,
onde a sua própria obscenidade o assusta,
tendo sempre de ver a verdade
num espelho onde não possa chegar;
aquele que tem medo do amor genuíno,
da responsabilidade, do conhecimento,
explorando o amor, o trabalho,
o conhecimento do outro,
aquele que é incapaz de encarar
quando acusa de imoral,
porque sabe qual deles é o imoral,
o obsceno, o pornográfico,
aquele que “incapaz” de dizer uma asneira,
mas que não entende o outro
quando este afirma que não gosta
de anedotas nem de linguagem pornográfica
ou obscena no amor ou no sexo,
aquele que não sabe o que é o verdadeiro amor,
o verdadeiro sexo, o bom sexo,
onde a vertente carnal
é sempre acompanhada da vertente espiritual
e da superioridade intelectual.
Comentários (2)
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2023-10-21
Bélissimo...encantador seus versos , parabens
2019-11-16
Falou tudo...Tem Zé...que nem com mapa
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