Libertar-me

Libertar-me de trambolhões mentais

Dar-me à vida, às boas ideias e sentimentos

Deixar-me ir como o rio servindo seu destino

Sem se queixar 

Sem se importar de quedas ou barragens

E desaguar no imenso manto liquido

Nadar, s'embrulhar

Respirar,  absorver o espaço

Entrar dentro do vento, sentir-lhe a dança

Estar à chuva e sentir a ilha que somos

Amar a brasa da vida.

Fernando Granja


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