DESEJO DE VINGANÇA
Trago na alma o desejo de vingança.
Vermelha, amarrada, pisoteada, traída
minha alma chora.
Desprezo todos que amordaçam a alma.
Desejo me vingar com o mesmo sangue
que me socorre as veias dilatadas,
sangue doce, quase azul, sem maldade,
como uma canção triste de Piazzolla,
Ravel ou Schubert.
Meu sangue é quente para ferver o ódio
emparedado do outro lado de mim.
É assim que eu me vingo!
Sei matar a tristeza com o amor
dos grandes poemas
e das grandes canções.
Vermelha, amarrada, pisoteada, traída
minha alma chora.
Desprezo todos que amordaçam a alma.
Desejo me vingar com o mesmo sangue
que me socorre as veias dilatadas,
sangue doce, quase azul, sem maldade,
como uma canção triste de Piazzolla,
Ravel ou Schubert.
Meu sangue é quente para ferver o ódio
emparedado do outro lado de mim.
É assim que eu me vingo!
Sei matar a tristeza com o amor
dos grandes poemas
e das grandes canções.
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