Intuito
Há um outro tempo dentro do nosso tempo,
Irônico poder que nos envaidece,
Seguindo com a faca entre os dentes,
Envenenando-se a cada discurso de ódio,
Vertendo silenciosamente entre os lábios,
A penosa morte que nos desorienta,
Quando abraçamos a imortalidade,
Tentando prender entre os dedos as nuvens.
Nossa alma inquieta serpenteia entre orações,
Absoluto desespero da despedida,
Tocando o corpo sob as ondas do medo,
Perdido talvez em olhares lúdicos,
Semblantes ardilosos diante do inevitável,
Buscando a perfeição ao último ato,
Na esperança de que tudo possa ser melhor,
E que possamos partir em paz.
Deixamos aos incautos a rivalidade,
Laços consanguíneos na grande arena da vaidade,
Perdidos entre o poder,
A estampar suas faces assombrosas,
Como quem vê as faces de um santo,
No espírito de uma serpente dissimulada,
Repletas de mortais sentimentos,
Enquanto arde em ambição.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Irônico poder que nos envaidece,
Seguindo com a faca entre os dentes,
Envenenando-se a cada discurso de ódio,
Vertendo silenciosamente entre os lábios,
A penosa morte que nos desorienta,
Quando abraçamos a imortalidade,
Tentando prender entre os dedos as nuvens.
Nossa alma inquieta serpenteia entre orações,
Absoluto desespero da despedida,
Tocando o corpo sob as ondas do medo,
Perdido talvez em olhares lúdicos,
Semblantes ardilosos diante do inevitável,
Buscando a perfeição ao último ato,
Na esperança de que tudo possa ser melhor,
E que possamos partir em paz.
Deixamos aos incautos a rivalidade,
Laços consanguíneos na grande arena da vaidade,
Perdidos entre o poder,
A estampar suas faces assombrosas,
Como quem vê as faces de um santo,
No espírito de uma serpente dissimulada,
Repletas de mortais sentimentos,
Enquanto arde em ambição.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
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