Maresias vulneráveis

Fecharam-se as cortinas a este silêncio abominável
Desejaram-se tantos beijos avidamente insaciáveis
Desenharam-se caricias supremamente memoráveis
Na rota da silêncio vadia uma hora que imutável
Descredibiliza tantas emoções sucumbindo vulneráveis
Colide com meras solidões convergindo tão inexoráveis
Sobre os caixilhos das lembranças repousam muitas
Saudades inalienáveis quais sussurros amamentando
Aquela brisa que navega em tantas maresias inescrutáveis
Frederico de Castro
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