Aguaceiro solitário
Nas bermas do lago passeia este
Aguaceiro aborrecido e atribulado
Desfaz-se em gotas de chuva que de mansinho
Escoa pelos beirados do tempo redimensionado
Embutida numa solidão tridimensional cada brisa
Pomposa, ovacionada e assombrosamente mitigante
Esquadrinha o tempo que brame feliz e estonteante
Regando a terra ávida…enlouquecidamente embriagante
Frederico de Castro
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