Translatando entorno de desejos;
Em teus lábios,
Arquitetando órbitas,
Produzindo chuva,
Com nossa saliva,
Um sólo;
Nossas linguas entrelaçadas,
A repetir os mesmos movimentos cíclicos,
Que admitem o tempo,
À nossa vontade egoísta,
De esvair nossos pecados,
Lentamente,
Fazendo de cama,
cada grão,
dessa ampulheta.
 
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