INVOLUNTÁRIOS

Tenho vontade de pular o muro
Sair da rua
Cair no teu quintal
Enfrentar tuas sombras correndo atrás dos meus dilemas

Você também poderia
Vir agora em meu pomar
Trazer mais flores para o jardim
Recolher as roupas estendidas no varal ou despi-las

Poderíamos nos encontrar em qualquer um dos portões
Da minha casa ou da sua
Conversar pelo interfone
Dizer se chove ou faz frio se tem sol ou noite ou lua

Combinar um pernoite
Qualquer café num perfume
 
Mas continuamos involuntários
Certos de que as vontades passam
Bastando ignora-las como fazemos com as ousadias

Enquanto isso a noite morre o dia
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