Elo Fraternal

(a meu irmão)
Eu sou um pouco dele
Pulsa e passa vida
Tempos atrás eram tantas as brincadeiras
Talvez perdemos muito
Por nossa infância tão distante...
O amor não e mais por brincadeiras fantasmagóricas
Por nossos brinquedos mortos
O amor ganhou outra dimensão
Agora tem morada, comida e dever.
Ó meu irmão cordeiro
Tantas vezes tentamos nos matar
No faz –de-conta
Éramos inimigos mortais
Nos pegávamos por:
Brinquedos, roupas, programas de televisão.
Coisas banais
Em outros episódios
Éramos a salvação do nosso universo
Uma mistura de super heróis
Pega-pega esconde policia e ladrão
Este era o nosso universo, nossa rua.
Era o que achávamos
E não os outros
Era um mundo feliz
Sinto saudade das nossas partidas de futebol
Perdoe-me, mas sinto saudade de ti.
É a vida, e o tempo que não pára.
É o trajeto confuso, e a saudade temporal.
Ó meu irmão cirineu
Desejo-te o bem infinito
Terás meu sangue se precisares
Por seres meu irmão amigo
Oferto o que puder por tua felicidade
Sofri com tuas enfermidades
Eu sou um pouco de você
E você é tudo para mim
Um grande irmão
Em ambas veias corre o mesmo sangue.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Rotinas
gostar de rotinas faz-me gostar muito mais dos dias que não sabem a ontem
Isabel Pires
Mimos
às vezes o amor
aproveita-se das ausências
veste-se de filamentos de nós
e invade os dias que nascem iguais
para os tornar e…
Isabel Pires
Carmesim
há um encanto especial nos dias curtos do verão tardio.
o sol, em promessa de brevidade, beija-nos a pele com vontade de ficar.
…
Isabel Pires
A meias
raia a manhã na consciência tempo entardecido insistência rastros do homem em sua ausência a que foge de si a que lhe intenta construir-s…
AurelioAquino