TRANSFIGURAR-SE

Jamais te acostumes à eternidade
Ande tão disforme que precises
A sensação do apodrecer
Do definhar
Do inexistir
Do empobrecer a própria pele

Não finjas que a beleza está
Somente onde há luz iluminando-a
Nem mais sábio e leve sejas
Ao tentar omitir e ocultar de ti
Os sentidos dos teus próprios males

Apiede silenciosamente às tuas entranhas
As tuas dores
Para que vejas em outros olhos
Quando prazerosamente sorrirem fitando-te
Ainda que destemperados
Da vida todos os sabores

Santifique teu presente
Fartando-te das tuas verdades
126 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.