Apenas eu

Hoje é tarde de muitas andanças
Onde também resolvo amadurecer para a vida
O tempo irredutível afinal resolve
Conceder-me um instante para me decidir
Pela luz em meu caminho
Há muitas solidões pertenço
Anônimo na vida peguei a estrada errada
Se entristeço ou fortaleço
Eu não sei onde vou parar
E uma roda gigante sem parque
Tantos rumos que fazem o mundo
Mas nada me pertence, nada me serve ainda
Talvez morra, desprovido de ameaças fatais?
A felicidade então comemorarei?
A mão humana que rege o mundo
Tem a mão Divina ao lado,
Pobre mão humana que é inerte aos céus,
Mas pensa que é grande e tudo pode.
Penso em todo mal que fazemos
Em cada afetação
Em cada lágrima.
E quando acordarmos deste sono,
Como seremos recepcionados?
Quantos passos serão necessários até Vós?
Em minha mente uma eternidade de indagações
Talvez muitos, talvez nenhum?
Hoje todos indicam um caminho
A realidade até agora perversa
Hoje prefiro não sonhar tanto
E já penso em que me falte o sono.
“AMAI VÓS UNS AOS OUTROS ASSIM COMO EU VÓS AMEI”
Será que de uma legião, só praticam alguns.
Que foram enviados como anjos benévolos?
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