Soneto ao Crepúsculo
Ouvi da varanda um clamor
Gritos lúgubres, suspirados
Olhos secos arrancados
Enlouquecidos pela dor
Fronte inchada, amargurada
Maltrapilho e desgostoso
Triste coração, trêmulo e vagaroso
Que se entrega à lembrança amada
Ensurdecedor brado, desesperado
Sangraria em minh’alma tal desalento?
Poderia eu torná-lo amenizado?
Perfiz então o quão atormentado
Sentia-me naquele momento
Eu não o ouvi, era eu mesmo, machucado.
Gritos lúgubres, suspirados
Olhos secos arrancados
Enlouquecidos pela dor
Fronte inchada, amargurada
Maltrapilho e desgostoso
Triste coração, trêmulo e vagaroso
Que se entrega à lembrança amada
Ensurdecedor brado, desesperado
Sangraria em minh’alma tal desalento?
Poderia eu torná-lo amenizado?
Perfiz então o quão atormentado
Sentia-me naquele momento
Eu não o ouvi, era eu mesmo, machucado.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Cancer de mama.
O recomeço de uma vida é quando uma mulher descobre um cancer em um de teus seios ... ela perde a vontade de viver - perde o chão em que…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Entre a Jura e o Cumprimento
Entre a jura e o cumprimento
da palavra em florescimento
primaveral de Lignum Vitae,
Nós, com os olhos fechados
e plenos de e…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
A n o 1964
Mil novecentos e sessenta e quatro foi o tempo que passou - a dez quilometros da costa brasileira... exatamente na costa do espirito …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Tudo nascerá por si só II
Aos domingos nossa rua do bairro fica deserta... fico sentado na varanda observando o silencio e um vento frio - com umidade bem alta. ol…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*