Soneto Pulsante
Velavam os pés áridos
Beijavam os calejados dedos
Incitavam os quietos medos
Sepultavam os sonhos ávidos
Naquele alpendre tímido
Memória um pouco turva
A criançada e a uva fora da curva
Semeadas no seio do pinho úmido
Não era um sonho
Posto que nada dormi naquela noite
Era estória batendo à porta
Tampouco verso enfadonho
Naquele doloroso amor em açoite
Anoiteceram meus olhos pela aorta.
Beijavam os calejados dedos
Incitavam os quietos medos
Sepultavam os sonhos ávidos
Naquele alpendre tímido
Memória um pouco turva
A criançada e a uva fora da curva
Semeadas no seio do pinho úmido
Não era um sonho
Posto que nada dormi naquela noite
Era estória batendo à porta
Tampouco verso enfadonho
Naquele doloroso amor em açoite
Anoiteceram meus olhos pela aorta.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski