Mãe Deus
Qual o motivo que me leva a acreditar
Ser íntima do mundo?
A pergunta me persegue atônita
Tão bruta cuspindo em minha cara o fato
Que não sou nada, totalmente abestada
Um animal fútil
Preso em superstições com um destino atado
Se achando acima de tudo por usar um sapato
Igualmente fútil e abestado
Que direito eu tenho?
De não só me satisfazer no seio do mundo
Como reconhece-lo como mãe
Depois de tudo que fiz, que quis!
De me sentir amada e acolhida
De oferecer meu tão pouco
Pela imensidão que me é oferecida
Será que é um amor recíproco?
Sou uma boba iludida?
Não pode ser; o carinho que sinto
É real. Tem de ser
Se não, nada ne importa
Pois então, rezo, dou
Todo minha alma na tentativa incerta
De retribuir, apenas
Assim como faço do mundo meu altar
Me prontifico a ele
Minha morada
Eu que nele
Hábito.
Ser íntima do mundo?
A pergunta me persegue atônita
Tão bruta cuspindo em minha cara o fato
Que não sou nada, totalmente abestada
Um animal fútil
Preso em superstições com um destino atado
Se achando acima de tudo por usar um sapato
Igualmente fútil e abestado
Que direito eu tenho?
De não só me satisfazer no seio do mundo
Como reconhece-lo como mãe
Depois de tudo que fiz, que quis!
De me sentir amada e acolhida
De oferecer meu tão pouco
Pela imensidão que me é oferecida
Será que é um amor recíproco?
Sou uma boba iludida?
Não pode ser; o carinho que sinto
É real. Tem de ser
Se não, nada ne importa
Pois então, rezo, dou
Todo minha alma na tentativa incerta
De retribuir, apenas
Assim como faço do mundo meu altar
Me prontifico a ele
Minha morada
Eu que nele
Hábito.
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