DEISE
Eu não sei restringir sonhos, quando eles se desgarram do controle,
Também não tenho modos, quando o assunto é esperar o momento,
Meu alento, é que vale à pena ser assim, por quem faz por merecer.
Seus olhos derramam em mim, toda esta pressa, a intensa vontade
De puxar o tapete, roubar o chão, seqüestrar e saquear sem perdão,
Porque eles me acompanham, ainda que, persista em esconder-me.
A boca que é um exagero, um desespero para quem gosta de beijar,
Quer abusar, selar a noite, o dia, a eternidade, a cumplicidade, tudo,
Tudo fica parado, quando ela quer, linda, linda, esplendor de mulher.
Quando penso saber tudo e, sortudo ter decorado as curvas e traços,
Laços desfeitos, o feixe aberto, ela desnorteia, incendeia ainda mais,
Tonto, um novo brinquedo, mais parece o João Bobo, é bobo demais,
Já não tenho receios, nem meios, de evitar que prossiga, me domine,
Que incline o corpo e jogue o cabelo para trás, sentencie, até ilumine,
Que exija um pedido de clemência, enquanto eu só penso em morrer.
Também não tenho modos, quando o assunto é esperar o momento,
Meu alento, é que vale à pena ser assim, por quem faz por merecer.
Seus olhos derramam em mim, toda esta pressa, a intensa vontade
De puxar o tapete, roubar o chão, seqüestrar e saquear sem perdão,
Porque eles me acompanham, ainda que, persista em esconder-me.
A boca que é um exagero, um desespero para quem gosta de beijar,
Quer abusar, selar a noite, o dia, a eternidade, a cumplicidade, tudo,
Tudo fica parado, quando ela quer, linda, linda, esplendor de mulher.
Quando penso saber tudo e, sortudo ter decorado as curvas e traços,
Laços desfeitos, o feixe aberto, ela desnorteia, incendeia ainda mais,
Tonto, um novo brinquedo, mais parece o João Bobo, é bobo demais,
Já não tenho receios, nem meios, de evitar que prossiga, me domine,
Que incline o corpo e jogue o cabelo para trás, sentencie, até ilumine,
Que exija um pedido de clemência, enquanto eu só penso em morrer.
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