ENTRE O BANHO E O SONO
Como um breve lapso de memória, sem distinguir o real do imaginário,
Enquanto a água caia, o ritual se repetia com duas ou até quatro mãos,
As únicas certezas são da porta destrancada, de o cão não querer latir.
Se os dedos se entrelaçavam, arranhavam azulejos, uma vez ou outra,
Nada perderia seu valor, no campo físico ou fictício, no frio ou no calor,
Sei que entre deslizar e se agarrar, restaram forças contrárias e felizes.
O vapor criou uma nuvem densa e tudo se perdeu, tudo se achou aqui,
A espuma que escondia, a água desnudou, o olhar abriu, arregalou-se,
E, entre superfícies úmidas e quentes, dispersas em inúmeras frentes,
Vieram sensações, novas dimensões, tudo se encaixou, tudo se fundiu.
Como fosse pouco, tudo recomeçou do ponto que normalmente termina,
O que era frescor se converteu em adrenalina, suor, desejo e endorfina,
Quem gritava não, implorou pelo sim, mãos que afastavam, já acolhiam,
O cérebro apagou, acordou, e, a casa também estava virada do avesso.
Enquanto a água caia, o ritual se repetia com duas ou até quatro mãos,
As únicas certezas são da porta destrancada, de o cão não querer latir.
Se os dedos se entrelaçavam, arranhavam azulejos, uma vez ou outra,
Nada perderia seu valor, no campo físico ou fictício, no frio ou no calor,
Sei que entre deslizar e se agarrar, restaram forças contrárias e felizes.
O vapor criou uma nuvem densa e tudo se perdeu, tudo se achou aqui,
A espuma que escondia, a água desnudou, o olhar abriu, arregalou-se,
E, entre superfícies úmidas e quentes, dispersas em inúmeras frentes,
Vieram sensações, novas dimensões, tudo se encaixou, tudo se fundiu.
Como fosse pouco, tudo recomeçou do ponto que normalmente termina,
O que era frescor se converteu em adrenalina, suor, desejo e endorfina,
Quem gritava não, implorou pelo sim, mãos que afastavam, já acolhiam,
O cérebro apagou, acordou, e, a casa também estava virada do avesso.
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