MIL MOTIVOS PARA AMAR
Por mais que existam estradas, por mais que existam destinos,
Um instante muda tudo, deixa agudo o que antes adormecera,
O que antes se perdera entre atalhos, entre galhos envergados
Pelas mãos que buscam frutos prontos a deliciarem seu paladar.
Quem plantou, quem descuidou, quem, ainda assim, o viu brotar
No pomar, o melhor lugar, ao luar, ao chegar perto, no despertar
Do sorriso que não finda, enquanto há, ainda, um beijo latejante,
O frio incessante das madrugadas, dos madrigais e, dos pardais.
Mil motivos para amar, para deixar para lá o que só machucava,
Eu só precisei de um e você vai pensando o quanto é suficiente,
Se o tempo ausente apagou tudo deixando escuro todo o quarto
Que reparto com a solidão e com os poucos livros que acumulei.
O sim rápido se arrepende se intacto o pacto não quer consolidar
Enquanto o não arrastado deixa arrasado o olhar, fica a esperar,
Irá transformar terras ávidas em ácidas e, como você bem sabe,
Pouca coisa cresce em solo hostil, perceba, até o sabiá desistiu.
Um instante muda tudo, deixa agudo o que antes adormecera,
O que antes se perdera entre atalhos, entre galhos envergados
Pelas mãos que buscam frutos prontos a deliciarem seu paladar.
Quem plantou, quem descuidou, quem, ainda assim, o viu brotar
No pomar, o melhor lugar, ao luar, ao chegar perto, no despertar
Do sorriso que não finda, enquanto há, ainda, um beijo latejante,
O frio incessante das madrugadas, dos madrigais e, dos pardais.
Mil motivos para amar, para deixar para lá o que só machucava,
Eu só precisei de um e você vai pensando o quanto é suficiente,
Se o tempo ausente apagou tudo deixando escuro todo o quarto
Que reparto com a solidão e com os poucos livros que acumulei.
O sim rápido se arrepende se intacto o pacto não quer consolidar
Enquanto o não arrastado deixa arrasado o olhar, fica a esperar,
Irá transformar terras ávidas em ácidas e, como você bem sabe,
Pouca coisa cresce em solo hostil, perceba, até o sabiá desistiu.
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