O tempo também medita

Luminescências translucidas abalroam a manhã
Que se esvai numa meditação quase entorpecida
São restos de sombras que fenecem enfurecidas
Rompendo a imensidão do tempo expectante
Lá vai a solidão cogitando densa, subtil e empalidecida
Até pousar num ciclone de palavras bem ressarcidas
Oscilam além tantas horas amordaçadas a um hiato
De tempo quase desgovernado e puído...tão absurdo
Insano e astuto, qual lamento que nem mais refuto
Frederico de Castro
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