SUFOCADA
Presa nas paredes fechadas,
entre gritos que se negavam a fluir,
Contida na dor das perdas ,
a tolerância de um corpo que não deixava sair.
Intenso sentimento de não mais ter,
Ao mesmo tempo frio e distante,
Remoendo no peito oque não se podia conter,
Via se nova estrada a ter que percorrer.
Já não havia mais ninguém,
O céu sem estrelas a deitar nessa cama,
Sensação de delírio muito além,
Suportar ou liberar essa dor e drama
Ainda não era possível identificar,
Não sabia se era o momento de se libertar,
Sufocada estava ali,
Deitada e mumificada diante de mim.
O momento espera o grito calado,
A arranhar a garganta antes seca,
Que agora como ventre cortado,
Destruido foi silenciado .
Chegará ou será esse o momento,
em que se esvaziará a alma,
buscará o alívio desse grito,
Ou manterá sufocado esse sentimento!!
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