ENTRE SONS - A DESCOBERTA
Silencioso e continuo movimento das folhas,
Encontrava-se presa no mundo criado pela natureza,
Nada de novas vibrações , só ouvia o barulho das bolhas ,
distribuidas entre as gotas e pedras caídas como em represa.
Enquanto o vento roçava calmo o meu mundo,
Vivia o aconchego do desconhecido ,
O som do nada e o silêncio do tudo,
Confortava um pensamento estremecido.
Uma luz ao entardecer,
Um toque antes desapercebido,
Uma sensação que fez tremer
Deixar acontecer o não vivido.
A luta entre manter o silêncio, interiorizando,
Adormecido ao meio do vazio que ecoava,
Que já enraizando,
Nova turbulência apresentava,
Entre sons se via a profundar,
O passado sem forças pra continuar,
agora sobrepunha o silêncio,
perdida entre sussurros e constrangimento.
Já não era mais a mesma
Não continha seus desejos,
O vazio explodia o eco na garganta antes presa,
Revelando o despertar de uma antiga pureza.
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