CANÇÃO DA CHUVA IV
No batuque, repique da chuva
os pingos caindo dos telhados
tal qual dourada e cúprea serpente
vai ensopando a vítrea poeira
do chão, em brasa, sapecado de sol.
A mãe-terra, feliz, acalenta no seio túmido
os frutos primeiros de fevereiros
chorando lágrimas de marços.
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