Onde dormita a solidão

Mordisco cada gomo de luz deslumbrante
Alimento em delírio todas as palavras que
Latejam em mim assim de forma contagiante
Despenteando cada verso que freme feliz e pujante
E assim prudentemente a solidão dormita
Confortavelmente imperturbável, deixando
Que desejos ardentes derrapem sempre intratáveis
Pela derme de muitas caricias tão formidáveis
Abri todas as janelas e o silêncio penetrou
Fundo nas entranhas da alma, tal qual um
Um beijo seduzido e apaixonado vadiando pela
Serotonina dos nossos seres vibrantes e emocionados
Frederico de Castro
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