TORRECIALMENTE
A chuva molha ácida
A minha basáltica cara.
A chuva carboniza ávida
Todo o meu lirismo-crisálida.
A chuva á maneira incendiária
É uma navalha que mata e retalha
A medula dos sentidos da minha verve magmática.
A chuva, todavia,
Embala a esperança
Que pujantemente palpita
Nos corações das sertanejas almas,
Fazendo da terra ressequida, inexoravelmente devastada
Infinitos reinos de cristalina água:
Contínua florescência majestática
Das cataratas do Iguaçu e do Niágara!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
CAPS LOCK
APERTEI O BOTÃO A LUZ VERMELHA CONTÍNUA OLHE BEM PARA O QUE DIGO POR FAVOR FIQUE AQUI COMIGO ESTOU NO CAPS LOUCA É A MINHA PRIMEIRA VE…
Kátia Surreal
Yesterday during our meeting
Yesterday during our meeting I was freeing my soul from the chains of the night I was teaching its eyelashes How to look at you
Look a…
Aldo gabbay kraas
"Olá Outono"
Ás vezes quase me lembro,
dos melhores poemas que escrevi.
Sou árvore do Outono da vida,
donde já caíram tantas folhas pró chão,…
Tsunamidesaudade63
A Loucura.
Eu sei muito bem o que é a loucura... ela me destrata , me destrói , deixa minha mente nas escuras - perco a razão - perco a ternura - …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*