CINZAS
Cinzas de uma velha infância,
mausoléu de lembranças profanas.
Corações que descansam.
Vazios dos sentimentos,
várias vezes não pude evitar.
Evitar de não olhar para trás.
Evitar de não ver o presente.
Evitar de não mudar.
Quando o tempo passou olhei.
Vi que não tinha mais tempo.
Olhei para meu interior e chorei.
Olhei para meu futuro e espasmeis.
Vi as cinzas de uma infância machucada.
De um tempo sem infância.
Quantas aventuras inventei,
quantas nostalgias eu passei
e finalmente descansei.

(Joathã Andrade)
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