Ruas de vidro

Entre minha vida e o resto está uma porta de carvalho fechada.
Toda vez que começo a pensar em tudo minha cabeça começa a doer.
Hoje já não sei quem sou.
As vezes me pego andando pelas ruas olhando as pessoas atoa.
Tenho que tentar seguir esta vida,
sem ter certeza do amanhã
Eu não acredito em ninguém.
Ando pelas ruas de vidro.
E estradas de espelhos.
Eu não sei como vim parar aqui.
Passo por um senhor parado em frente a estação.
Ele me olha com seu rosto duro e solitário.
Caminho novamente por alguns metros e vejo que estou novamente perdido, me sinto tão impotente.
Estão todos tão cegos.
Eu não sei como eu vim parar aqui.
Talvez essa criança no semáforo me diga.
Mais ao me aproximar ela se torna invisível.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
A beleza de teus seios.
Oh... minha amada quero você junto a mim - como as pétalas de rosas que estão a nascer - em uma manhã de claridade surreal - onde a bel…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*