Tinha uma única flor na praça.
Era, justamente, uma rosa solitária.
Pensei em fazer um poema
Para exprimir os possíveis
Sentimentos daquela flor amena.
A olhei. Olhei mais. Segui olhando.
Ponderei mil metáforas para
Atribuir àquela desgraçada rosa.
Imaginei prosopopeias malucas...
A olhei sob quase todas as lentes da mente.
Fi-la dama, ou princesa isolada,
Ou rainha exilada, poesia, canto...
E tanto, que quase deixei de perceber
Que estava eu também sozinho
Pairado num banco.
Quando o percebi, percebi algo mais.
Havia feito da rosa espelho de minha condição.
Fiz da rosa, eu, e de mim, rosa sozinha.
Vi-a conforme pensei...
Fi-la qualquer coisa senão rosa, sem fazê-la, portanto.
E quando agucei meu ser, no entanto,
Vi-a vermelha. Sim! Vermelha! E ri!
Sequer era ela o que o próprio nome sugeria!
E como sorri feito uma criança que aprende algo novo!
Como poderia eu chegar à essência da flor
Através de metáforas e insensíveis poesias?
Ah!... E descansei diante da rosa vermelha. Flor.
Caule. Raízes. Folhas. Pétalas. Espinhos...
Soube de súbito que nunca antes amara uma rosa.
E a solitária e silenciosa poesia honesta
Preencheu-me de um sentimento inexprimível,
Qual não ouso sequer descrever por verso.
E bastou-me de poesia por aquele dia.
A flor em si findou qualquer poema possível.
E desabrochei, como ela,
Para a realidade sublime
Do doce desconhecimento.
Era, justamente, uma rosa solitária.
Pensei em fazer um poema
Para exprimir os possíveis
Sentimentos daquela flor amena.
A olhei. Olhei mais. Segui olhando.
Ponderei mil metáforas para
Atribuir àquela desgraçada rosa.
Imaginei prosopopeias malucas...
A olhei sob quase todas as lentes da mente.
Fi-la dama, ou princesa isolada,
Ou rainha exilada, poesia, canto...
E tanto, que quase deixei de perceber
Que estava eu também sozinho
Pairado num banco.
Quando o percebi, percebi algo mais.
Havia feito da rosa espelho de minha condição.
Fiz da rosa, eu, e de mim, rosa sozinha.
Vi-a conforme pensei...
Fi-la qualquer coisa senão rosa, sem fazê-la, portanto.
E quando agucei meu ser, no entanto,
Vi-a vermelha. Sim! Vermelha! E ri!
Sequer era ela o que o próprio nome sugeria!
E como sorri feito uma criança que aprende algo novo!
Como poderia eu chegar à essência da flor
Através de metáforas e insensíveis poesias?
Ah!... E descansei diante da rosa vermelha. Flor.
Caule. Raízes. Folhas. Pétalas. Espinhos...
Soube de súbito que nunca antes amara uma rosa.
E a solitária e silenciosa poesia honesta
Preencheu-me de um sentimento inexprimível,
Qual não ouso sequer descrever por verso.
E bastou-me de poesia por aquele dia.
A flor em si findou qualquer poema possível.
E desabrochei, como ela,
Para a realidade sublime
Do doce desconhecimento.
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