Última Valsa
Da televisão, fez-se candelabro.
Do assoalho, fez-se vasto salão.
E ao tomar tua tristeza pela mão,
Fez-se a última valsa de amor glabro.
Rodopios dentre véu de descalabro.
Beijos salgados por um pranto vão.
E ao tomar tua alma baça pela mão,
Faz-se dança a tudo. A ti desabro.
E a mim tu desabre. E ri. E chora.
Exaure nos passos atrapalhados
A essência ambivalente deste agora.
Segue a dança triste. Agridoces fados.
Valsamos decadentes até a aurora.
Eu e tu, dois amantes despedaçados.
Do assoalho, fez-se vasto salão.
E ao tomar tua tristeza pela mão,
Fez-se a última valsa de amor glabro.
Rodopios dentre véu de descalabro.
Beijos salgados por um pranto vão.
E ao tomar tua alma baça pela mão,
Faz-se dança a tudo. A ti desabro.
E a mim tu desabre. E ri. E chora.
Exaure nos passos atrapalhados
A essência ambivalente deste agora.
Segue a dança triste. Agridoces fados.
Valsamos decadentes até a aurora.
Eu e tu, dois amantes despedaçados.
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