COTIDIANO
Trancou os sonhos
fechou seu livro
estava livre
mas infeliz
Calou-se no soluço
olhou a vida
e nada fez
Esperou,
esperou,
esperou...
Passava horas,
às vezes dias,
na multidão
dormia pouco
comia resto
sentia o vazio
e a certeza
que seu trabalho
era a salvação,
a união
de dois mundos:
humano,
sombrio
Mas, tudo bem,
mesmo que fugisse,
mesmo que gritasse,
mesmo que se escondesse,
o monstro,
terror total,
o cotidiano,
talvez o maior medo
e mais mortal
iria te achar,
te devorar
e fazer dos seus dias,
por mais cheios de alegrias,
fossem todos iguais
Então fechou os olhos
e saltou para o vazio
ANO: 2000
fechou seu livro
estava livre
mas infeliz
Calou-se no soluço
olhou a vida
e nada fez
Esperou,
esperou,
esperou...
Passava horas,
às vezes dias,
na multidão
dormia pouco
comia resto
sentia o vazio
e a certeza
que seu trabalho
era a salvação,
a união
de dois mundos:
humano,
sombrio
Mas, tudo bem,
mesmo que fugisse,
mesmo que gritasse,
mesmo que se escondesse,
o monstro,
terror total,
o cotidiano,
talvez o maior medo
e mais mortal
iria te achar,
te devorar
e fazer dos seus dias,
por mais cheios de alegrias,
fossem todos iguais
Então fechou os olhos
e saltou para o vazio
ANO: 2000
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