Vou dormir
Vou dormir
Não porque quero
Logo as tempestades em minha mente
Padecem meu corpo.
Embarcando no sono
Pelo insano cansaço
A gata de estimação
Interrompe minha viagem
Atrás de proteção, dormida,
De um calor inexistente.
Preciso dormir
É necessário mas,
Não é meu veemente desejo.
Em incertezas é a minha trajetória
De um futuro viver
Projetos inacabados nesta vida.
Sou alcançado por um sono finalmente.
E logo quero acordar,
E ainda não tenho o corpo descansado
Mas sonhei brevemente
E não quero continuar esta miopia.
Pois quem tem uma pedra.
Almeja uma estrada petrificada
Foi esse meu sonho infeliz.
E confesso:
Tenho uma gota de maldades
E um oceano de pecados.
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