O Agnóstico

O Agnóstico 


Agnóstico, é o nome pomposo de ateu
Aquele que diz, não existir Deus, nem o céu
Diz-se descrente, sem fé, sem religião
Entretanto, preocupa-se com sua condição


Agnóstico é aquele que diz não crer em nada
Todavia, no íntimo recôndito da alma
Tem a semente que procura não germinar
E diz o mundo infestado de mentiras


Diz que a noção de justiça foi subvertida
Por Deus poder torturar a alma humana
Banindo a compaixão dos corações
Transformando homens em demônios


Que o Deus da bíblia é insensível, justiceiro
Que todas as religiões tem concepção errada
E influenicam o homem a sacrifícios e orações
Que Cristo foi uma lenda, um mito, e que,


Dos pagãos, adaptaram a eucaristia:


Que no festival da colheita faziam bolos de trigo
E no preito a Ceres e a Baco bradavam
A Ceres, “esta é a carne de nossa deusa” 
E a Baco, “Este é o sangue de nosso deus”


Que não há, nem houve um ser criador
Vez que triunfa a injustiça neste o mundo 
Que o dizem governado por um Deus 
Um Deus que dizem, criador de doutrinas cruéis


A espalhar guerras e mortes no mundo
Terremotos, inundações, secas noutras regiões
Vulcões vomitando fogo, relâmpagos letais
Onde está a bondade de Deus, eles perguntam.


Porém, lá no fundo de seus corações 
No recôndito da alma, eles crem num Deus
Talvez à sua maneira e conveniência
Um Deus que atenda e entenda suas intenções.


São Paulo, 12/08/2012
Armando A. C. Garcia


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9 Armando A. C. Garcia

MÃE - IV

        

        MÃE - IV

        I

Carinhos quantos me deste
Ó minha mãe tão querida
Mil afagos, tu soubeste
Colocar em minha vida

               II

Velaste noites a fio
Quase sempre, sem dormir
Quer no calor, quer no frio.
- De dia, alegre a sorrir

               III

Em teu regaço ó mãe
Aprendi sempre o melhor
Ensinaste-me, também
Quem foi do mundo o Feitor !

               IV

Bendita seja a mãe
Que na palavra interpela
Fazendo do filho alguém
Na expressão lúcida e bela

                 V

Com o tempo fui crescendo
- Sempre tu a orientar-me
E em teus conselhos, aprendo
A do mal, sempre afastar-me

                 VI

Em minha alma gravaste
Princípios de honestidade
E quantas noites passaste
Velando minha mocidade

                VII

Eu, fui crescendo na vida
Tu, prateando os cabelos
Ias ficando envelhecida
Mantendo os mesmos desvelos

               VIII

Oh! Se eu pudesse voltar
Aos tempos de minha infância
Teu rosto iria beijar
Com ternura e *jactância

               IX

O tempo nada perdoa
Consome até a esperança
- Mas deixa uma coisa boa
Que é, a eterna lembrança !

São Paulo, 26/04/2008
Armando A. C. Garcia

* orgulho - altivez

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Leia – Mãe I – Mãe II e Mãe III  

Às mães, que Deus já lá tem ! 


Àquela que vai ser mãe ! ... e

O valor que a mãe tem


 
24 Armando A. C. Garcia

As Contas que Pagamos

As Contas que Pagamos... 

Pagamos segurança particular, 
Pagamos altos pedágios nas estradas 
As contas de água, são muito elevadas 
Eletricidade... a luz temos que apagar. 

Pagamos imposto de renda no salário, 
Gasolina com álcool... ao preço do dólar 
Cartão de zona azul, na porta do lar! 
De tantos pagamentos julgo-me otário... 

IPTU e aluguel para morar, 
ICMS e IPI nos alimentos ! 
Nas roupas, sapatos, vestimentos.; 
E cemitério, ao final para enterrar. 

À justiça, taxas para nos julgar.; 
Convênio médico, seguro de vida, 
Do automóvel, da casa, da ferida. 
Condomínio e, até para estudar. 

Taxas de lixo, licenças p’ra trabalhar.; 
Nas rodoviárias.; até para urinar!... 
Ao Banco, para nosso dinheiro guardar 
Nas igrejas, pagasse até para rezar ! 

Também, p’ra poder ver, ou poder ouvir 
É pagar, sem bufar, ou questionar. 
Pagasse para falar e, p’ra sentir 
Nalguns Shoppings, até para estacionar! 

Pelo pouco que temos, temos tanto a pagar 
Qual caminho, que começa, e não tem fim... 
INSS, para poder trabalhar! 
Sindicatos e siglas, tais ninhos de cupim 

P’ra tudo o homem inventa o que pagar 
Nada ele faz.; se nada poder cobrar 
Pergunto meu Deus... p’ra quê trabalhar. 
Não será melhor no mato me enfiar? 

Ao MST acho que vou me engajar 
De invasão, em invasão de terra.; 
Na gleba, o imposto não me ferra 
E o governo, me ajuda a sustentar 

Assim questiono-me, p’ra quê trabalhar 
P’ra pagar imposto, nunca terminado... 
Eu vou para a roça, cuidar do meu gado, 
Ou vou p’ra lagoa os peixes pescar. 

O que não quero.; é tanta coisa pagar... 
O que pago é tanto.; o que como é tão pouco 
De tantos encargos, eu vou ficar louco 
Será que compensa eu assim labutar? 

Na roça, vou viver mais feliz, contente 
Livre de tantas obrigações impostas. 
E o governo, que hoje me vira as costas 
No social.; dará ajuda, a mais um carente. 

Porque terra sem implementos não dá fruto 
nem sustento. E pegar o cabo da enxada... 
Curva a cerviz, e deixa a mão calejada! 
É trabalho que além de escravo, é bruto. 

No aguardo dos implementos e insumos 
O governo vai-nos dando o sustento, 
Assim acaba de vez meu sofrimento. 
E dou aos impostos e taxas novos rumos. 

São Paulo, 08/08/2004 
Armando A. C. Garcia 

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32 Armando A. C. Garcia

Coletânea de Poesias EM HOMENAGEM AO DIA DA CRIANÇA

Coletânea de Poesias
EM HOMENAGEM AO DIA DA CRIANÇA


SORRISO DE CRIANÇA


O sorriso de criança
De angelical pureza
Demonstra sua confiança
Neste mundo de incerteza


Franco e sadio sorriso
No seu reino de alegria
A vida é um paraíso
Que ela vive a cada dia


Sorri contente e feliz
Numa alegria sem par
É da vida um aprendiz
Capaz de nos ensinar


O sorriso de criança
Puro elo de ventura
Exprime e traça a esperança
Do criador à criatura.


São Paulo, 19/05/2005
Armando A . C. Garcia
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A GAZELA E O LOBO MAU


Certo dia uma gazela desgarrada
Á beira de um riacho, tranquila pastava
Quando um lobo, goela aguçada
Olhava, mirava, se d’um pulo alcançava


O porco-espinho, compadre da gazela
Atento observava a avidez do lobo
Que a cada segundo, pensava comê-la.
Como o porco espinho, nada tinha de bobo...


Arquitetou um plano contra o intento
Do astuto e ardiloso lobo mau,
Que fingia nutrir-se do mesmo sustento
Para acercar-se da gazela, o marau!


E quando o manhoso, o bote tinha certo,
O porco-espinho que a tudo assistia,
Jogou seus espinhos, em firme acerto
Que o lobo cegou; e de dor, ele gania...


A doce gazela, tão pura e tão bela,
Sequer percebeu o perigo iminente.
Continuou comendo, nenhuma cautela...
Só foi perceber, quando à sua frente!


O lobo ganindo, socorro pedia...
A pobre gazela, seus espinhos tirou,
Curou suas chagas, serviu-lhe de guia,
Para ser atacada, tão logo ele sarou!


O quanto podia, correu pelos prados
Saltava, pulava, só poeira fazia.
Por fazer o bem, pagou seus pecados...
Até que chegou, aonde o lobo não ia.


Aí, foi pensar que nem sempre se pode
Ao seu inimigo, comida lhe dar.
Porque à primeira rusga a poeira sacode...
Agradecendo assim, quem o quis ajudar.


São Paulo, 23 de agosto de 2004


Armando A. C. Garcia
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O CURUPIRA


A estória que vou contar
Não é minha criação
É folclore brasileiro
Das matas ou do sertão


Consta que na floresta
Havia um menino peludo
Dentes verdes, pés virados
Cabelos avermelhados


Criatura horripilante
Não fosse sua bondade
Dos animais vigilante
Tornar linda a fealdade.


Conta a lenda que protege
Todo animal que lá habita
E quando um caçador herege
Que caça não necessita...


Os bichos da mata imita
Ninguém o consegue ver
Assobia, grulha e grita
E da trilha o faz perder


Os que matam os filhotes
E caçam só por prazer
Judia-os passa-lhes trotes
Ficam loucos pra valer


Diz a lenda que certo dia
-Curupira era o seu nome
Na floresta um índio dormia
E Curupira tinha fome.


Então resolve comer
Do índio seu coração
Este acorda, ouve dizer
Vou fazer dele um lanchão


O índio apavorado
Fingindo medo não ter
- Teu olhar fique fechado
Que vou-te dar tal prazer !...


No bornal tinha guardado
Um coração de macaco
- Ao Curupira ofertado
Como se dele, fosse o naco.


O índio em troca pediu
Que o Curupira lhe desse
seu coração. Consentiu!
Com a faca o peito abriu...


Porque havia acreditado
Que o índio nada sentiu !
Caiu morto, esticado.
O índio fugiu aterrado...


Jurando lá não voltar
Mal um ano se passou !...
Sua filha pediu um colar
Diferente qu’o povo usou.


O índio aí se lembrou ...
Verdes dentes do duende !
Ao tirar... o ressuscitou
- O duende, nada entende....


Quis retribuir a bondade !
Arco e flechas certeiras
Para caçar sem maldade
Foram as ordens primeiras.


E avisado não poder
Mais que para um apontar
Com bando, nunca mexer ...
Porque o iriam atacar


Um dia, todo emproado...
Quis mostrar ao povo inteiro
De nenhum disparo errado
Com seu atirar certeiro


Esqueceu o recomendado
Atirou num bando inteiro
Foi de tal forma atacado
Qu’nada sobrou do arqueiro


O Curupira tudo viu
Cheio de pena ficou
Com cola, os restos uniu
O índio inteiro montou


Em razão da tal colagem
Ao índio recomendou
Não comer ou beber quente
Se não derrete para sempre


Um dia sua mulher
Fez um prato apetitoso
Muito quente e o guloso
Se apressou em comer


Derreteu de uma só vez.
- A lenda quer nos mostrar
Que a caça predatória
Não se deve praticar.


Que Curupira só deixa
Caçar um para comer
E aquele que caça enfeixa
Da trilha o faz perder.
---------
Esqueci de acrescentar
Como Curupira tem pés virados para trás
Ninguém o consegue encontrar !...


S.P. 04/12/2004 -
Armando A. C. Garcia
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TEXTO DE UTILIDADE PÚBLICA - POR FAVOR, REPASSE-O




CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil)
(Com a Pedofilia)


Criança, presta atenção
Naquilo que vou falar
Tem muito espertalhão
Querendo te abocanhar


É o lobo mau da historinha
Só que, em figura de gente
Criança, seja espertinha
Não sejas tão inocente


Criança, toma cuidado
De estranhos.Não aceites
Doces, bolacha ou salgados
O lobo, com esse deleites


Visa estraçalhar você.
Criança, toma cautela
O pedófilo é jacaré
Não quer que sejas donzela.


Nem um aperto de mão
Ou um elogio sequer
A sua má intenção
Está querendo esconder


Se pedófilo te abordar
Criança, toma juízo
Nem pares pra conversar
Que ele promete o paraíso


Chama a Polícia depressa
Antes que ele te faça mal
Brinquedos, são vil promessa
De uma troca desigual...


Se tu fores abordada,
Com proposta desonesta
Dá-lhe grande bofetada
E cospe na sua testa .


Aos Pais:


Quem ama toma cuidado
Com aquilo que o filho faz
Não deixe a vigília de lado
Às garras do satanás


Quem ama, toma cuidado
Alerte seu filho também
Não deixe que um desgraçado
Faça mal, a quem quer bem.




São Paulo, 21/07/2008
Armando A. C. Garcia
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O Poeta Pigmeu ! (Infantil)


Era uma vez um poeta
Pigmeu por natureza
Escrevia tão bonito
Que encantava a realeza


Um dia p’lo Rei foi chamado
Quis saber donde provinha
Seu lindo palavreado
Que, mesmo o Rei, não o tinha


-Respondeu-lhe: são as musas
Que o transportam do além
Achando as respostas escusas
O Rei, achou ser desdém


Mandou-o encarcerar
Pensando preso não usa
Com as musas conversar
E a escrever, ele se recusa...


Foi em vão. Logo em seguida
O Pigmeu escreveu
Poesia. O sopro da vida.
- Melhor entre terra e o céu!


São Paulo, 18/07/2008
Armando A. C. Garcia
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A MENTIRA ! - (Infantil)


O meu pai sempre dizia
Filho, não deve mentir
Porque a Mentira um dia
Poderá te atingir


Vejam só o que aconteceu
Ao Zé, que apascenta gado
- À noite não adormeceu,
Por sentir-se entediado


Então, sem o que fazer
Uma farsa engendrou
E gritando, ele fez crer
Que o lobo o atacou


Os pastores da vizinhança
Ouvindo... lobo gritar
Acudiram na esperança
Do lobo mau espantar


Lá chegando, circunspecto
O palco do acontecido
Não revelava aspecto
Do lobo ali ter bramido


Mal três dias se passaram
O Zé, de novo gritou...
Lobo, lobo, socorram ...
E todo mundo ali voltou


Vendo a mentira do Zé
Os pastores s’entreolharam
E sem tapa ou pontapé
Desapontados... retiraram


Zé, ficou desacreditado
No meio da vizinhança
- O caráter demonstrado
Foi de uma vil criança


No dia que o lobo atacou
O Zé, socorro pediu ...
Mas ninguém se importou
Porque o Zé, sempre mentiu


Com fúria e sanguinolência
O lobo mau sacrificou
Dez ovelhas, em consequência
Da mentira que criou


Foi então que o Zé pensou
No mal que havia feito
Quando mentindo gritou
Por socorro sem efeito !


São Paulo, 07/02/2008
Armando A. C. Garcia
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O casal de castores


Lindo casal de castores
Vivia à beiro do rio
Nem tudo eram flores
Pelo risco que corriam


É que lá ia beber
Casal de gatos selvagens
Passando logo a querer
Dos castores tirar vantagens


Tocaiaram sua presa
Um bom tempo sem cessar
P’ra colocá-los à mesa
À noite no seu jantar


Mas o casal de castores
Arquitetos por nascença
Tinha erguido uma barragem
P’ra defender sua existência


Construíram sua morada
Com galhos bem entrançados
Com a porta de entrada
Na barragem submersa


No meio dos paus trançados
Grande espaço reservado
Lá moravam sossegados,
Com mantimento, guardado.


Até que dois gatos selvagens
Perturbaram sua paz,
Mantendo guarda cerrada
Com finalidade voraz!


Por terem discreta porta
Com entrada pelo rio,
Deixaram de virar torta
Nos ataques que sofriam.


Cansados da perseguição
Resolveram se vingar...
Fizeram um mutirão,
Para os gatos afogar.


Assim na próxima investida
Os castores de prontidão
Abriram as águas do rio
Dos gatos... nunca mais se ouviu falar.




São Paulo 09/08/2004
Armando A. C. Garcia
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A RITINHA E O GATO SIAMÊS




A Ritinha tinha um gato
Cuja raça é siamês
Pulando sobre os telhados
Escapulia de vez


A Ritinha não gostava
Das fugas do siamês
Na sua ausência chorava
Pela falta que lhe fez


Sempre o bichano voltava
De cada sua escapada
- Nas ausências se encontrava
Com gata que muito amava


A Ritinha não sabia
Quem o siamês visitava
Até que um certo dia...
Trouxe a prole e a namorada


A Ritinha muito alegre
A todos eles abraçou
- Sua casa foi albergue
Da prole qu’o siamês gerou


São Paulo, 14/09/2007
Armando A. C. Garcia
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Oração da Criança


Quis rezar mas não sabia,
Nenhuma oração legal.
Vou pedir p’ra cada dia
O que acho principal.


Senhor, meu Deus, atendei
O pedido que vos faço,
Eu nem sei porque busquei
Abrigo em Vosso regaço.


Minha mãe, está doente,
Meu pai, desempregado
Que ela, cure de repente,
P’ra ele, trabalho achado.


Sabeis que sou pequenina
Tenho três anos de idade,
Não sei oração Divina
P’ra vós, não é novidade!


Atendei o que vos peço
Que chegando à mocidade,
Pagar-vos-ei justo preço
Rezando com qualidade.


Obrigado meu senhor,
Em atender meu pedido.
Eu não sei rezar melhor,
Mas vos fico agradecido.




São Paulo 07/08/2004
Armando A. C. Garcia
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35 Armando A. C. Garcia

Brasil

Brasil

Os encantos desta terra
Que foi chamada Brasil
Estão nos rios e na serra
No céu azul, cor de anil

Nas cavernas e nas grutas
Nas cachoeiras sem fim
Na fauna, nas pedras brutas
Olhos de água, no jardim

Nem a beleza da flor
Tem mais encantos que tu
Transbordando de amor.
O canto do uirapuru

Faz vibrar as florestas
No pulmão da Amazônia
Toda a fauna está em festa
Tudo está em sintonia !

Tens o mar de lés a lês
Imenso e lindo litoral
Onde Cabral pôs os pés
Chegando de Portugal

Tuas belezas naturais
São uma benção de Deus
Patrimônios imortais
São corolário dos céus

São tantas tuas riquezas
Num solo rico e farto
Ouro, brilhantes, turquesas
Onças, jibóias, lagarto

Tem jacaré, tem macaco
Papagaios e araras
Tem desde o trigo ao tabaco
Tem coisas lindas e raras

O Pão de Açúcar, maravilha
Praias de Copacabana
Búzios e Angra do Reis
Cabo Frio Paraty,

Guarujá, Tiririca
Porto de Galinhas
Balneário Camboriú
Praia do Madeiro

Gramado, Canela
Campos do Jordão
Ouro Preto, Foz do Iguaçu
Pantanal, Manaus

Chapada dos Guimarães
Chapada Diamantina
Fernando de Noronha
E porque não Brasília

Maceió em Alagoas
Ceará em Fortaleza
Olinda e Recife
Em Pernambuco

Não enumerei todas as belezas
E encantos que o Brasil tem
São milhares e com certeza
Impossível a alguém

É um paraíso terrestre
Onde o sol tem mais calor
Sobre a mata e o campestre
É um país encantador

Coberto de ouro e brilhantes
Quão grandes suas riquezas
Onde outrora bandeirantes
Exploraram suas belezas

Os encantos desta terra
De céu azul, cor de anil
Estão nos rios e na serra
E foi chamada Brasil !

Porangaba, 17/06/2011
Armando A. C. Garcia

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45 Armando A. C. Garcia

A Princesa e o Golfinho (Infantil)

A Princesa e o Golfinho (Infantil)

Havia um país, cujo reinado era uma ilha
Situada além mar, n’uma terra distante
No palácio morava o rei e sua filha
Numa vida feliz, serena, radiante.

A princesa, Ariete era sua única filha
O palácio real ficava à beira mar.
E envolta numa rica escomilha,
Sempre lá, a princesa ia-se banhar .

Brincava com os peixes quando ia nadar
Um golfinho ficava sempre ao seu lado,
Se cansada, a ajudava a carregar
Montado com ela, em seu costado.

E assim, às vezes por horas percorriam
Milhas do oceano, qual navio!
Quando de regresso à praia sorriam.
Só. O golfinho, ficava triste, vazio...

Na manhã do dia seguinte lá estava
Cheio de alegria e brincadeira
O golfinho que na praia esperava
Para receber a carícia lisonjeira.

Até que um dia, um barco que ali passou
Com piratas que raptaram a princesa...
Era tarde, quando o golfinho lá chegou
Não a encontrando, se encheu de tristeza.

Correu p’ro alto mar, curtir a solidão
Mas quando passava perto d um navio
Escutou alguém chamar oh! brincalhão!
O golfinho respondeu com um assobio,

A princesa pulou da amurada
O golfinho a carregou até à praia.
Onde o rei já montava uma jangada
Para ir procurá-la em outra raia.

O rei, surpreso, do que via à sua frente!
Julgou ser imaginária sua visão...
Só quando ouviu, feliz contente
O chamado da princesa, que satisfação.

Quando pode realmente compreender
Que o golfinho salvara sua filha.
Pois o bando de piratas. ia vender
Sua filha logo à frente, em outra ilha.

São Paulo, 17 de agosto de 2004
Armando A. C. Garcia

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88 Armando A. C. Garcia

Estratagema

Estratagema

De estratagema, em estratagema
Usando iscas e ardis camuflados
Certas igrejas, o usam como tema
Explorando na fé, pobres coitados

Nas tentadoras ofertas materiais
Tais mirabolantes lojas de varejo
Oferecem privilégios excepcionais
Aqueles que pagam pelo pastorejo

O engodo se multiplica sem cessar
E ardilosamente atraem os fracos
Não se cansam de Deus apregoar
E em seu nome, de grana, enchem o saco 

A verdade precisa ser divulgada
Fizeram um negócio das igrejas
E, para cada uma, a ser instalada
É servida a franquia nas bandejas

Meu Deus ! Olha o que se faz em teu nome
Sem temeridade da tua punição
A tua palavra na mentira se consome
Está desvirtuada tua sagrada unção

Senhor! Como é falso tal estratagema
De em Teu nome propalarem maravilhas
Enganando Teu rebanho, com os temas
Que, todos lêem pela mesmas cartilhas

Que fique claro que a fé de cada um
Merece respeito e consideração
A cobrança desenfreada é incomum
Selvagem, gananciosa e sem razão

Esta é a razão de minha censura
Fazer da igreja um comércio paralelo
Nos desígnios de Deus, não pode haver usura
Apenas boas ações, para enaltecê-lo

São aqueles estratagemas que condeno
Como o Cristo condenou os vendedores
Que faziam da casa de Deus seu terreno
São falsos profetas, falsos seguidores

Não vos deixeis enganar com tal cobrança
Deus, vos dá tudo de graça nesta vida
O Sol, a chuva, o dia, a noite e a bonança
E nada vos pede em contrapartida.
                       
São Paulo, 07/05/2012        
Armando A. C. Garcia  

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131 Armando A. C. Garcia

Escravos

Escravos 

Um corpo massacrado, carnes rasgadas 
Carnes rubras, cortadas pelo chicote 
Como se o corpo do homem fosse lingote 
Capaz de suportar tantas chibatadas 

A vida é um sopro que a pouco se esvai 
E nenhum ser humano é um farrapo 
Pra ter dele a repugnância de um sapo 
Ao ponto de chicoteá-lo, até que cai. 

E o pobre do escravo desfalecido 
Escorrendo sangue nos cantos da boca 
Os lábios inchados, como coisa oca 
Vai ficando febrilmente adormecido. 

Já cobrem seu corpo nuvens de mosquitos 
Que encontram pasto fácil num indefeso 
Que além de acorrentado, não está ileso 
Sendo forçado a puxar os monólitos 

E enquanto isso, seus senhores, os poderosos 
Deleitam-se das agruras dos coitados 
Que sobre as ricas leiteiras, recostados 
Vêm os escravos morrer sequiosos. 

E os pobres tresloucados, sem ais, sem gritos 
São vítimas de mordazes salafrários 
Que satisfazem seus gozos cruciferários 
Construindo fabulosas montanhas de granitos 

Baldados esses trabalhos desumanos 
Desse múmias de pensamentos insanos 
Que além da morte, amam obstinadamente 
O mísero corpo, que deixarão para sempre 

Na pequenez de suas almas etéreas 
Cheias de pestilência, cheias de misérias 
Acobertadas de vinganças impiedosas, 
Fazem de seus corpos, múmias majestosas! 

Sem Lembrarem de seu espírito imortal 
E de praticarem o bem, em vez do mal 
Trazem acorrentados como condenados 
Homens e mulheres que a troco de ducados 

Lhes compraram, os corpos e a liberdade 
De seres humanos, fizeram animais 
Criaram monstros, feras, coisas brutais 
Sem um mínimo anelo de humanidade. 

Desses pobres coitados, tenho piedade 
Porque eternamente serão mais desgraçados 
Do que mesmo, essa falange de coitados 
De quem hoje escarnecem a liberdade 

E os pobres escravos, sempre açoitados... 
Sempre forçados a puxar monólitos 
Para construir monumentos de granito 
Onde serão os seus senhores sepultados 

Maltratados, vão sendo dia após dia 
Mas um dia... eles serão recompensados! 
E os seus senhores, serão então condenados 
Por tão maldosa e perversa tirania . 

São Paulo, 09/05/1964 
Armando A. C. Garcia 

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137 Armando A. C. Garcia

Nem comiseração, nem pena

Nem comiseração, nem pena !



Olha o mundo, como está mudado
Antigamente, havia sentimento
Respeito das pessoas de qualquer lado
Deferência, consideração no tempo

Hoje, motivo torpe, vira arena
Abate-se o semelhante em plena rua
Não há mais comiseração, nem pena
A justiça, está no mundo da lua

O roubo, o latrocínio, fica impune
O povo não sabe a quem reclamar
Ao ladrão a pena fica sempre imune 
A vítima, a pobre vítima... a penar !

Ninguém a ampara, não tem direitos
Afinal morto não fala, não dá votos
A turma, lá dos humanos direitos
Não fala com mortos; eles são ignotos.

E assim, vai campeando a impunidade
Por direitos escabrosos amparada
Esta, é nosso invulgar realidade
A vítima, fica sempre prejudicada.

Lei, que lei é essa que eu não entendo
Mesmo sendo advogado militante
Há cerca de quarenta anos, me rendo
À lei de execuções, tão extravagante.

Precisamos de mudar urgentemente
Anomalias grotescas em prol do crime
Colocar um ponto final nessa gente
Que dia a dia, menos se redime !  

II 

Antigamente, o ladrão era finório
Tirava a corrente d’ouro da algibeira
Ou alternativamente a carteira
Inteligentemente, sem falatório

Na rua, ou mesmo dentro de um cartório
Não percebias o furto; pura arte
Hoje, assaltam na rua, em qualquer parte
De arma em punho, diferente do finório.

O ladrão de hoje, é violento feroz
Não sabe furtar com diplomacia
Usa o roubo, violência e covardia
Bem longe do ladrão, de seus avós

Antigamente o ladrão só furtava.
O cidadão perdia a carteira
O relógio, carregado na algibeira,
Ladrão de antigamente. Não matava.

Hoje ele rouba pertences e a vida
Sem dó, sem piedade, sem clemência
No louco intento de sua insolência
Numa longa inclemência incontida.

Como espectro perseguidor do bem
Neste mundo adverso o crime avassala
Sem medir consequências na lei resvala
Tropeça e esbarra nas grades, também.

Na cocaína, no álcool, ou na maconha
Quase sempre, no vício engajado
Envereda em destino incerto, arriscado
Cujo desfecho, não é, o que se sonha.

Porangaba, 10/04/2013 
Armando A. C. Garcia 
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141 Armando A. C. Garcia

CICLO DA ÁGUA

CICLO DA ÁGUA

Todos em ti deixam sua sujeira
Mas tu, qual Fênix que renasce das cinzas
Voltas renovada, purificada
Cristalina a cada novo ciclo de vida

Podes ser sólida, líquida ou gasosa,
Tua sublimação de sólida a vaporosa
É movimento constante, na esfera.
Estás nos oceanos, continentes e atmosfera

Porém está na evapotranspiração
Tua maior afirmação de transmudação
Passas à atmosfera pelo efeito do calor
A cada ciclo hidrológico repetidor

Te condensas em nuvens de vapor
Para a milhares de quilômetros dar vigor
A plantas, florestas, cardos e roseiras
Alimentas rios, mares, oceanos e geleiras

Penetras no solo, alimentas as nascentes
Cursos d’água em todos continentes
Deságuam nos lagos e outros no mar
Ou criam aqüíferos singular

Ninguém obstrui o teu curso, és poderosa
Escoas esbravejando na tarde chuvosa
Em direção aos rios, lagos e oceanos
És inconstante, levas vida de ciganos

Brotas de fissuras nas rochas duras
Irrompes de entre nuvens magnéticas
Que cospem línguas de fogo para a terra
E o fogo apagas, esfrias a guerra

Tua força e dom é sobrenatural
Mitigas a sede de planta, do animal
És o prenúncio da vida renascida
O poder o equilíbrio e a medida

Força suprema da natureza viva
Que de ti nasce e se procria ativa
És potência, vigor, força e energia
És dilúvio, enchente e calmaria

Esperança do agricultor, seiva da vida
Fertilidade e abundância de comida
Nos organismos, matéria predominante
Âncora que a vida leva adiante

Nas madrugadas em forma de orvalho
Ou então caindo em lentos flocos de neve
Qual manta branca na linha do horizonte
Cobrindo vegetação, árvores e montes

Teu ciclo hidrológico se inicia nos mares
Com a evaporação marítima sobes aos ares
E os ventos te transportam aos continentes
Em ciclos contínuos e permanentes

P’ra no caminho subterrâneo te infiltrares
Nos poros das formações sedimentares
Num processo contínuo e lento
Como quando nuvem, ao sabor do vento

Crias vendavais, e inundações
Transbordas nos rios, lagos e lençóis
Só o mar acalma tuas agitações
Por vezes encapelas ondas, dimensões

O processo de mutação pelo calor
Que do globo passas à atmosfera
Para renovar com viço e amor
A natureza que sempre te espera

De teu potencial surgiu a roda d´água,
A máquina a vapor, a usina hidrelétrica
O caminho fluvial, a caixa d’ água
Com participação em toda cibernética

São Paulo, 22 de março de 2006
Armando A. C. Garcia

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142 Armando A. C. Garcia

Quando a noite chega

Quando a noite chega

Quando firme a noite chega
Pensando, fico sozinho
Que será de ti amor
Tão longe do meu carinho

A noite, sombria e triste
Minha tristeza acompanha
Ao amor, ninguém resiste
Tão grande sua façanha

Alta noite, solitário
Alma serena, pensativo
Levanto a carpir meu rosário
Versando amor positivo

São noites intermináveis
Iguais e desconhecidas
Procelas imagináveis
De uma noite mal dormida

Fito o céu, nenhuma estrela
Nem o luar aparece
A tristeza se encapela
O temporal me entristece

Ó noite, escondes a vida
Escondes o meu amor
O crepúsculo dá guarida
Onde expira o Sol maior

Silêncio... a hora é mística
Tento rezar, mal consigo
A poesia é artística
Preenche as horas comigo

Só ao despertar do Sol
Volto de novo à vida
Renascendo ao arrebol
Oh! Alvorada esculpida

Quando úmidos do sereno
Os pastos se apresentam
Volvem os chilreios, sem treno
E minha alma acalentam

Surge o céu, cheio de Deus
Nas cores do Sol, ouro puro
Seu lume perfuma os céus
No pomar, fruto maduro

A noite dá a despedida
Surge a claridade em troca
Bago a bago, é comida
A alimentar nossa boca

O aroma, entra nas veias
Sustenta minha ferida
Só tu amor incendeias
As noites de minha vida !

Pernoitas em mim amor
Desde o apagar das candeias
Até que o Sol redentor
Vem despertar minhas veias

Ó noite, eu te amaria
Se pudesses alijar
O amargor de cada dia
Que à noite passo a fitar

Tu incutes o pavor
Quando sem estrelas e luar
O nada exprime melhor
O que eu possa pensar

Prostrado, apavorado
Recuo meu pensamento
Fico quieto, desolado
Perdido neste tormento

Pareces irmã da morte
Nas tuas horas sombrias
Vagarosas, sem suporte
E cheias de fantasias

No oráculo de teu fado
Quantas lágrimas vertidas
Desculpa ter-te lembrado
Das inúmeras despedidas

É imenso o funeral
Imensos sonhos perdidos
Seria sina crucial
Se fossem mal entendidos

Volvendo às horas de sono
Recompões nosso sentidos
Porém, se o abandono
Descansos, ficam perdidos

Em ti, o mundo descansa
Na inalterável desvaria
Novo dia, nova esperança
Novo Sol nos alumia.

Os teus inúmeros mistérios
Nos abismos silenciosos
São sublimes, são etéreos
Impassíveis, dolorosos

Surge casta a madrugada
Vibrante, força e calor
Impera a luz imaculada
No universo, esplendor

Vida sempre renovada
Cheia de fé e esperança
Aguardo-te, minha amada
Com toda perseverança !

Porangaba, 17/05/2011
Armando A. C. Garcia

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143 Armando A. C. Garcia

A Bandalheira

A Bandalheira

Pus-me a rever a história
Deste querido Brasil
Seu passado tem glória
Seus heróis são mais de mil

Neste século encontrei
Facínoras de categoria
Que roubaram nossa grei
Quando deles era a chefia

O Ministro por cabeça
Deputados, Senadores
Roubando dinheiro à beça
Dos cidadãos sofredores

Foi tão grande a roubalheira
Que a nação se articulou
Pra coibir a bandalheira
O Supremo, os julgou

Essa corja de safados
Sem um pingo de civismo
Teve os votos sufragados
Na bandeira do cinismo

É gente despudorada
Sem um mínimo de preparo
Que de gente, não tem nada
A não ser o seu *descaro

Presidente não sabia
Assim o disse à nação
Mas nossa grana sumia
Nesse tal de mensalão

Não havia honestidade
Só astúcia nessa classe
Era tal a sagacidade
Que dispensava repasse

Esse tal de mensalão
Diziam não existir.
Nosso povo é bobalhão
Nos é forçoso mentir.

S’estava d’olhos vendados
Finalmente os desvendou
Se ouvidos, eram tapados
Igualmente os destapou

Ignorando a vergonha
Esfacelam a nação
Tomam vinho da Borgonha
O povo, água do charcão

Pervertendo a verdade
Enganam o povo singelo
Eles, são na realidade
Como uma pedra de gelo.

Escondem dinheiro na cueca
Na meia e no sapato
Eles são levados da breca
Espertinhos como rato.

**Solipsismo de ateu
Na defesa do interesse
No interesse do seu eu
O povo, nada merece !

Feira de Santana, 11/10/2012
Armando A. C. Garcia

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·    Cara-de-pau; falta de vergonha

**  Doutrina na qual a realidade é o eu.
172 Armando A. C. Garcia

Ofensa Sagrada !

Ofensa  Sagrada !

Até as pedras se ofenderam de tamanha vilania
Jamais, vi coisas tão monstruosas, anormais...
Entre feras, abutres, hienas, tigres e chacais
Indigna se tornava sua intolerante ousadia!

As negras pedras do templo chorarão eternamente
As alvas toalhas de linho ficaram sujas de repente
E o Cristo acorrentado àquele madeiro infame,
Não pode fazer nada mais do que suportar o vexame.

Nem no horto das oliveiras ficou tão agonizado
Que só não saiu daquele antro porque o tinham amarrado
Como amarrado que o trazem há quase dois mil anos,
Vivendo às expensas Dele, essa cambada de tiranos.

E entre Cristos, Santos, Anjos, Arcanjos e Querubins
O safardana do cura fazia orgias e bacanais...
Praticava adultérios, estupros e muitas coisas mais...
Fazendo de Deus e de sua corte, uns arlequins.

Profanava o templo divinal, essa casa sagrada
Vivendo na orgia, enterrado no pecado noite e dia
Consagrando a hóstia sacrossanta, a divina eucaristia
Com as mãos tintas do pecado, e a alma enodoada.

Oh! Céus!...

- Como podeis não desabar sobre esta terra maldita?
Como podeis suportar tanto sacrílego ultraje?
Como deixais impune tanto tempo quem assim age?!
Abusando com arrogância de vossa Bondade infinita...

Mas esses abrutes infernais, seus crimes terão, ainda.
Desenterrados dos dogmas fantásticos que os encobrem
Mostrando então as glândulas de serpentes que se abrem
Hiulcas, vorazes, devassadoras, cheias de veneno infindas

Esses corvos negros, serpentes de hediondez profunda
Rugindo a maldade em sua própria consciência
Tentarão negar, pelo bem, pelo mal, ou pela violência
O seu crime atroz, e ocultar a sua nódoa imunda.

Eles mesmos constituem o próprio vírus da heresia
Dilapidados da honra, da comiseração humana
Tentarão trocar a batina e a dalmática romana
Pelo manto dos cabotinos, a sina da hipocrisia.

Do misérrimo báculo ao hissope de água-benta,
Das lúbricas luxúrias ao esquálido cemitério,
Tudo que têm ignoto, envolto em sórdido mistério...
Cairá por terra o gérmen maldito que a alimenta,

Quando a consciência humana, em sua sabedoria
Avaliar quão balofa era a doutrina praticada
Por esses vilões. Histriões de sua própria palhaçada
Que fazem a coleta em meio da Ave-Maria!...

Assim como do templo fazem bordel profano
Destruindo lares, que unir em Deus eles alegaram,
São feras tão capazes de destruir quem vitimaram,
Mais vorazes que as famintas feras d'arena de um tirano.

Esses morcegos negros, essas corujas sangüinárias,
Sugam o sangue, a carteira, e a honra em adultério,
Escarnecem suas pompas e responsos de mistério...
Quando o féretro é de gente pobre de condições precárias.

Mas se for de gente rica, gente bem endinheirada!
Levará todas as pompas, para que não falte nada.
Rezarão responsos, para os outros, nunca terminados!
Porque para rezar muito, têm preços estipulados.

Se conforme o grau hierárquico as rezas têm valor,
Não sois vós oh! pobres! que alcançais a salvação divina
Porque as rezas de bispos, papas, cônegos e cardeais,
Não vos pertencerão nunca, porque, também, não as pagais.

Armando A. C. Garcia
São Paulo, 11/05/64

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185 Armando A. C. Garcia

Ouçam o clamor do povo

Ouçam o clamor do povo

E, uma corja vil, bajuladora
Aplaude sucessivos ditirambos
A que preside, terrorista, outrora
Cobiça o poder que atinge ambos

Hoje, como eles é comprometida
A desviar a atenção das multidões
E sem que, na arena fosse pedida
Quer fazer plebiscito, gastar milhões

Fingindo não ter entendido a mensagem 
Das consecutivas manifestações 
Onde o povo reclama da libertinagem
Dos gastos supérfluos e dos mensalões

Quer em vão confundir nosso povo
Que pleiteia mais saúde, educação,
Segurança e real punição, que renovo
Em pedido, que não fique sem solução !

Os comparsas em bando a acodem
Porém, na luta acérrima, pertinaz
Ao inacessível, a poeira sacodem
Pois, duma solução, não são capaz

À exceção do execrável nepotismo,
Sem ética e sem caráter praticado
No horizonte da nação há egoísmo
Faz falta na alvorada o almejado

Tirocínio da alma e sentimento
Que dá luz e, a liberdade descerra
Para ouvir os clamores a contento
E sentir, o valor que ele encerra

A violência tomou conta da nação.
Requer ações concretas do Governo
O povo sofre grande humilhação 
Nas mãos dos facínoras é subalterno

Não se diminui a idade penal 
Mas o menor tem racionalidade 
Pra votar e eleger o poder central 
Pode matar, e estuprar à vontade

Nada de mal lhe pode acontecer
Se recolhido, saí sem nódoa na ficha  
Sem antecedentes criminais a esclarecer
Por que ela não os relata, nós, se lixa ! 

O poder inibitório está enfraquecido
É excessivo o número de mortos civis
Parece que o povo foi esquecido
A manchete policial, todos os dias o diz

A legislação criminal está defasada
Capenga, igual à repressão policial 
A reforma política, não foi cogitada
O povo quer é liberdade racional

Os índices de crimes são inaceitáveis 
Há falta de médicos e remédios, na saúde.
Os gastos no futebol são intoleráveis
E o povo grita de medo do ataúde

Ouçam o clamor do povo e atenda-o
Não façam ouvidos moucos de mercador
Ao criminoso, malfeitor, prendam-no 
Segundo a lei da terra e do Criador
 
A exuberância deste Brasil imenso
Ao mal que o atinge, não pode calar-se 
Senhores ! usem todos o bom senso
Não tentem no plebiscito um disfarce !

São Paulo, 04/07/2013 
Armando A. C. Garcia

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187 Armando A. C. Garcia

Desabafos !

Desabafos !... 

Denúncias, quantas fiz, estou cansado 
Ninguém demonstra interesse ou civismo 
Leituras exíguas, ninguém preocupado 
Com a fome que campeia, sem altruísmo 

Se forem poemas profanos, indecorosos 
De Mil leituras será pouca a estimativa 
O verso é pobre, se não for contencioso 
-É lúgubre e rouco, qual barco à deriva 

Se desfaz o alento, duvidoso e incerto 
Sofremos mudos a inimiga violência 
O medo esfria o ânimo, qual desconcerto 
Como Seres oprimidos sem inteligência 

Sociedade. É ora de despertar de vez 
O salário miserável do trabalhador 
Ignomínia de moral e honradez. 
- Injustiça social, quem é o causador ? 

Desigualdade, que faz vergonha sentir 
Ao cidadão honesto e cumpridor 
Que paga seu tributo no pão e no vestir 
E no abdutor da miséria a carpir 

Até quando, um país rico e soberano 
Cheio de ouro e pedras preciosas 
Submete seu povo em vil engano 
Esperanças que não vêm, e viram prosas 

Liberdade, onde está a tua aurora 
Que na esfera humilde, não raia mais... 
Liberdade! o que será de nós agora... 
Ó pátria, amor.; o barco parte do cais. 

Se de radiosas virtudes és fadada 
Do teu chão jorra riqueza e fartura 
Ferro, prata, ouro puro em tonelada 
- Porque não dar a teu povo mais ventura? 

Teu presidente, falou em tom jocoso 
“-... Preciso tomar conta do rebanho, 
senão as reses se perdem nestes 8.500 Km.” 
- Pascenta em solo nobre, vil rebanho 

Pasmem, ante o espetáculo inédito 
Teve um, para quem o odor dos cavalos 
Suplantava o dos humanos, em seu edito ... 
Surge outro, agora, que a seus vassalos 

Chama de reses, ou até, pior às vezes 
Quem sabe, se esparsas do rebanho 
- Não lograrão melhora, os camponeses 
E a classe média em todo o seu tamanho 

Brilha a tela no pincel da fantasia 
No teu manto ó Pátria acolhe meu clamor 
Cobre com raios de sol e de alegria 
Que surja em Ti o grande Libertador 

Os grilhões da miséria e desventura 
São o ergástulo mais ingente e impiedoso 
A que pode ser jungida à criatura. 
- Não basta o governo ser caridoso 

Para o povo ter dignidade, o salário 
Deve ser decente, ético e racional 
Para não desvanecer o operário 
E dar tranqüilidade à paz nacional ! 

Oh! vós lá de Brasília Despertai 
sem medir o fausto luxo desmedido 
É ora, em nome do povo acordai 
Vosso salário é dele, povo abstraído. 

O povo não mais confia na justiça 
- Face à pena ter aplicação empírica 
O que faz crescer em nós a grande liça 
Gerada pela impunidade satírica 

Benesses cedidas com dano à sociedade 
Em prol do assassino e do ladrão 
Caiu conceito da justiça - honestidade 
Probidade, integridade e retidão 

Há uma inversão de valores a inverter 
Para que a auto estima do povo brasileiro 
Não se deixe mais oprimir. E, subverter 
o submundo ao trabalho rotineiro. 

Para transformar esta sociedade 
Em algo útil, saudável e aceitável 
Para servir de orgulho e prosperidade 
A futuras gerações, legado inabalável. 

São Paulo, 07/02/2007 
Armando A. C. Garcia 
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193 Armando A. C. Garcia

Noites Cegas

Noites cegas !...

Quando as noites eram cegas
Só brilhavam as estrelas
Ou, em noites de procelas
Raios rasgavam as trevas

Com a água que represa,
Tudo o homem modificou
Nas coisas da natureza
Gerou força, iluminou.

Nosso mundo transformou
Noites; tal clarão do dia
O progresso alcançou 
A força que o orbe queria.

E, foi rasgando as trevas 
Que o planeta evoluiu
Não foram Adões, nem Evas
Nova matéria surgiu, 

A cibernética, a robótica
A biologia, a ciência 
Hoje, tudo tem outra ótica
Outro cunho, outra aparência

O mundo agora evoluiu
Na arquitetura, na arte
Arranha céus construiu
Eles estão em toda a parte

A evolução da matéria
Conhecimento, informação 
Mas, ainda vejo a miséria
Em boa parte do povão

A vulnerabilidade
De mentes introspectivas
Tem gerado instabilidade
Às grandes expectativas

A marcha não se detém
No avanço do progresso
Foi Ela, a Pátria Mãe
Que nos deu este sucesso

Porém, há conjecturas
Quanto aos ensinamentos
E, confusas criaturas
Duvidam dos mandamentos.

Que veio um príncipe ao mundo
Pra nos legar a doutrina
Num sentimento profundo
Para a conversão Divina.

Tão grandes transformações
No plano material
Projetaram as nações
No campo industrial

Expandir os sentimentos
E com eles as emoções
Profundos conhecimentos
Em todos os corações.

É na esperança do progresso
Que a Pátria Mãe acredita
Não pode haver retrocesso,
Na caminhada Bendita. 

Porangaba, 04/12/2012
Armando A. C. Garcia
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212 Armando A. C. Garcia

A TV noticiou !

A TV noticiou !

Com aspecto de libertação
À salvação de Jesus
De Demo inspiração
Fingir um reino de luz

Criou uma santa igreja
Que de santa, nada tem
Ao invés de benfazeja
Só o dinheiro, lhe convém

Lá, a pedinchança é brava
Tem cobrança, todo dia
Se não pagava, ele cobrava
Sem pagar, ninguém saía

Dos fiéis, ele exigia
Dízimos para pagar
O programa que exibia
E que não podia parar

Grandes somas amealhou
Enricou, quanto queria
Fazendeiro se tornou
Não de pequena pradaria

São milhares as suas rês
De linhagem selecionada
E o povo, fica a seus pés
Vão vê; que é presepada

É um colóquio montado
Explorando a fé cristã
Deus, não está a seu lado
Sua crença é pagã

Não é inspiração Divina
Por certo de belzebu
Que do mal, tudo ensina
Até, a comprar zebu

Não se engane minha gente
Com quem só pede dinheiro
Jesus Cristo, inteligente
Deu o exemplo verdadeiro

Indagado sobre a moeda
Com a efígie de César
Disse Jesus:
...A César o que é de César
E a Deus o que é de Deus

Ninguém quer interpretar
Esta parábola a rigor
Porque interessa amealhar
Sem o esforço... do suor

Vivem às custas de Deus
E da fé de ignorantes
São piores do que ateus
E pensam ser importantes

Pobres almas na partida
Muito terão que pagar
Sem arranque na subida
Ficam ermas a divagar

Nossa TV noticiou
Um fato, aberração
Dum apostolo que gerou
Da igreja um fazendão.

Porangaba, 24/03/2012
Armando A. C. Garcia

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214 Armando A. C. Garcia

Cartões Corporativos

Cartões Corporativos

Todo mundo tem cartão
Para gastar à vontade
E o pobre do ancião
Já do pão, sente saudade !

Nos cartões corporativos
Ministra gasta sem freio
Da igualdade, sem motivos
Usou-o p’ra todos os meios

Vejam só a confusão
Que o cartão lhe causou
No free shopping sem razão
O particular... pagou

Estressada com o peso
Sua bolsa balançou
- Nas compras sair ileso
O salário que ganhou

Mas nessa tal de confusa
Muito dinheiro gastou
Pouco brasileiro usa
Ganhar o tanto que esbanjou

Foi cerca de quinze mil
O desperdício mensal
- Não tira cinco, em dez mil
Que ganhe salário igual.

Inda em Brasília um Reitor
Meio milhão dilapidou
No apartamento. E o pior...
Descoberto... o entregou !

A farra é generalizada
Para gastar quanto quer
Se não houver uma parada
- O que nós vamos fazer?

Aos Senadores honrados
Meu preito de gratidão
Acabem com os safados
Antes que acabe a Nação.

Descalabros às centenas
Primeiro e segundo escalão
Roubo não. Desvio apenas
- Esse pessoal, não rouba, não.

Até no terceiro escalão
Num só dia, gasta mais
Que ganham Pedro e João
Trabalhando o mês inteiro
Diferenças... tão desiguais!

Gastos, desproporcionais
P’ra quem já tem bom cachê
Nosso povo, é bom demais
Resolve na rádio e TV

Falta moral e civismo
Vergonha e educação
Falta até cavalheirismo
Que honre a nossa Nação

Por favor, chega de nós...
Conchavos ou acordões
- O povo legou a vós
Pôr um freio nos ladrões !

São Paulo, 14/02/2008
Armando A. C. Garcia

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231 Armando A. C. Garcia

Cocorococó Cocorococó !

Cocorococó... Cocorococó !...

Cocorococó... Cocorococó !...
Acordai autoridades, Deputados,
Senadores, Ministros e Presidente
Estais semi adormecidos no palácio

Não vedes que a Liberdade se esvai
Usai do bom senso, escutai o clamor
Se o menor de dezesseis pode votar
Tirar título de eleitor e até ser pai

Porque não responder criminalmente
Quando usa de violência p’ra matar?
Mas se fosse um vosso filho, certamente
A lei logo iríeis de querer mudar

Mas filho do povo, é gente simples
E a nação é rica nesse prosperar
E não é um a menos que quebra o viés
Para o estado de coisas modificar.

O povo, este povo pacato que ignorais
Com mísero salário de trezentos e cinqüenta reais
Que para aumentar, quase vos digladiais
Enquanto o vosso, centenas de vezes a mais

Mas este povo pacato de quem abusais
Começa a dar mostras, como o vulcão
Primeiro fumaça, da convulsão sinais
De que a lava entrará em erupção

Todo mundo cansado e insatisfeito
De viver prisioneiro de medo do ladrão
E nossos governos o que têm feito?
Multar à vontade o humilde cidadão

Há câmeras vigiando dia e noite
Nas estradas, nas ruas das cidades
Para que o motorista não se afoite
A ultrapassar vejam só 30 Km.

Entretanto, tais câmeras não há
Para vigiar o crime que avassala
Onde o cidadão não tem segurança,
Nem mesmo dentro da sua sala.

Acordai autoridades, pois se o menor
Tem capacidade, para votos, vos dar
E a mesma para dirigir, seja onde for,
Se pode ser pai e outra vida tirar

Também, tem capacidade de sobra
Para responder pelos seus desatinos
E não me venham com essa agora
De que com quinze anos é um menino.

Com a televisão e a informática
A dinâmica do conhecimento em ação
Mudou os rumos da semântica
Ampliou-se a gama de informação

Hoje a criança de oito anos de idade
Tem discernimento entre o bem e o mal
O certo e o errado. Falta com a verdade
Aquele que não quer sair do trivial.

Quero dizer, ainda, que a criança
Com oito anos tem mais conhecimento
Que tinha a de quinze, três décadas atrás.
A sociedade evoluiu, tem mais talento.

Ninguém se entende neste equívoco
Oxalá pudesse eu improvisar a Lei
Certamente num projeto inequívoco
Com quinze anos o menor eu punirei

O cidadão está cansado de penar
Ante a impunidade trágica do crime
Parece que o Estado lhe está a negar
A liberdade despojada, tão sublime

Clamores incontidos da onda bravia
Deixa todo cidadão estarrecido
Sujeito a uma síncope ou apoplexia.
Vencer o mal com a violência, faz sentido

Será como lançar um bote à sociedade
O farol da liberdade que hoje agoniza
A gente proletária em grã satisfação
À nova lei que deu a decisão concisa

Na intrincada teia a pobre criatura
Vítima d’algozes, tremenda covardia
Um pária sem destino a manda à sepultura
E ainda tem quem defenda tamanha vilania

Pagamos um bom preço, alto pesadelo
Tragédias da barbárie, fazem repensar
Entre ser justiceiro ou vítima do duelo
Do crime sem igual, do quanto a meditar

São Paulo, 14 de fevereiro de 2007
Armando A. C. Garcia

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241 Armando A. C. Garcia
246 Armando A. C. Garcia

Meu Anjo !

                Meu Anjo !

 
Foi Deus que pôs você no meu caminho
Qual fogo que inflama a lenha e me aquece
Sublime tua guarda e teu carinho
Tua mão me susteve e me engrandece

Alargaste horizontes em minha mente
Que alegraram meu coração e minha vida
Meu Anjo, honra-me eternamente
Não deixes que eu me curve à fantasia

Guia-me a verdes pastos e águas mansas
Onde habitarei na casa do Senhor
Cantarei louvores de amor e esperança
À glória de Deus, ao Grande Criador

Escuta minha voz, ouve meu clamor
Livra-me de abismos e de injustiças
Meu Anjo, intercede ao teu Senhor
Que afaste de mim invejas e cobiças

Minha alma se sustenta em ti, ó Deus!
Tu és meu Rei, a Glória, a Majestade
Meu refúgio, a fortaleza nos céus
A mansidão, a justiça e a verdade

Tu, que criaste a terra, o céu e o mar
Deus poderoso de perfeição e amor
Não deixes nunca a esperança acabar
No que crê, com pensamento interior

E confia na tua misericórdia
E em tua glória sobre toda a terra
Afasta-o da víbora da discórdia
Tu, és a esperança que sua alma encerra

Bendito sejas, ó Anjo que iluminas              
Meus passos nas sendas desta vida              
Bendito sejas, ó Anjo que me ensinas          
A abrir o coração e dar guarida.          

São Paulo, 15/09/2008
Armando A. C. Garcia

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271 Armando A. C. Garcia

Médicos Cubanos

Médicos Cubanos
Ou implantação da Ideologia Comunista ?

Atenção povo brasileiro...
Eles, começaram a chegar
Para as células comunistas
Em nossa Pátria implantar

A medicina importada
Tem o ranço da ideologia
Comuna voraz malvada
Põe fim à democracia

Idéias revolucionárias
Pra enganar o povo doente
Com suas receituárias
Vão plantando a semente

Fruto do mal, da injustiça
De embusteiros desonestos
A espada, é a ponta da liça
Na peleja, sem contestos 

Lutemos pela democracia.
Querem excluir os símbolos
Da fé, que deles se distancia
Pelos das foices e dos martelos

Essa gente mentirosa
Quer assim nos enganar
A história, é rigorosa
Vamos contra eles lutar  !

Coragem pra defender
Nossa querida liberdade,
Deixaremos de ser um ser
Pra ser do estado em verdade

Se pensam que falo lorota
Vejam bem que o salário
Desses médicos é uma cota
Paga ao país originário

É dinheiro governamental
Eles, são propriedade do estado
Que lhes repassará ao final
Parcela mínima do ajustado

Verdadeiro trabalho escravo
Ou de brigada militar
E o Ministério Público, ignavo
Não irá se manifestar ?

Não se engane minha gente
Escondem atrás do ajuste
O principal e evidente
Motivo ... que é o embuste

Trazer médicos comunistas
Para assim implantar
Quatro mil células ativistas
Pra na malha nos lançar

Engodo, onde perderemos
A nossa personalidade
Passando a ser patrimônio 
Do estado, essa, a verdade

Tudo será do estado
Até a própria vontade
Tudo nos será negado
Nesse regime de maldade

Entretanto prós cartolas
Nunca, nada faltará
Seremos pássaros nas gaiolas
Vivendo ao Deus dará...

Fui falar em Deus, pecado
Na deles, tal não existe,
Do comunismo erradicado
Pra eles, Deus inexiste

É uma ideologia política
Em que tudo é do estado
Sem liberdade, sem crítica
Tudo nos é emprestado

É da honra a negação
A remuneração dos doutores
Que a Cuba cabe o quinhão
A eles, restos dos gestores

Proselitismo político
Vêm aqui disseminar
Dum regime tão crítico
Neste  mundo sem lugar

Ademais em meu parecer
Seu trabalho infringe a lei
Sem o CRM, clinicar
É exercício ilegal da profissão

Não passam de curandeiros
Mas tudo foi previamente
A favor dos embusteiros
Sancionando a lei 12.842 de 10/06/13

Para assim descriminalizar
Os que ora estão chegando
Por isso eu posso afirmar
Que tudo foi-se adaptando

Estratégia comunista
Que seu cerco está montando
Devagar preparam a lista
Após, estão nos ferrando !

São Paulo, 23/08/2013
Armando A. C. Garcia

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289 Armando A. C. Garcia

Natal - 2012

Senhor,

Eu O espero novamente neste Natal

NATAL – 2012

 
O Natal está chegando
Vem com ele a fantasia
Papai Noel caminhando
Trazendo paz e alegria,

Para toda criançada
Deste imenso Brasil
É uma grande empreitada
Por este mundo infantil

Em todo planeta terra
Ele atende a garotada
Haja presente na serra
Pra atender a criançada

É uma época marcada
Pelo cunho do amor
Quando toda a meninada
Anseia brinquedo melhor

É quando na humanidade
A fraternidade é maior
Onde o alvo é a caridade
Pelo nome do Senhor

Quando se eleva a afeição
No peito, pura ternura
O impulso do coração
Modifica a criatura

No seio da humanidade
Cai uma benção dos céus
Para toda a cristandade,
É Dele, do filho de Deus.

É época na humanidade
Marcada pelo crio do amor
Onde o alvo é a caridade
Âncora eterna ao Salvador

Fazei vós dessa doçura
Diária manifestação
É a definição mais pura
Que toca vosso coração

Nessa mensagem de fé
De paz, carinho e alegria
Teces amor, que só Deus vê
Vais seguindo a estrela guia

Aliviando a miséria
Da dor e da amargura
Darás à alma outra artéria
Serás outra criatura !

Caminharás com Jesus
Consolando teu irmão
No caminho que conduz
A alma à perfeição.

Porangaba, 31/10/2012

Alvissareiros sucessos de Próspero Ano Novo –

                        - 2013 –

Armando A. C. Garcia
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Teu jardim tinha uma rosa
Daquelas da cor do linho
Imponente majestosa
Que me apontava o caminho !

292 Armando A. C. Garcia

É diferente - I e II

É diferente - I e II

I

É diferente nosso gênio e opinião
Como ridicula é tua presunção
Qu’estabelece como verdade a mentira
E esta, é tua verdade, que ninguém tira

É diferente a nossa reputação
Diferente o amor de nosso coração
Nossa diferença é tamanha e tanta
Quão grande o muro que se levanta

Como diferente nosso rumo de amar
Nossa maneira de sorrir, de beijar
Diferente ainda, o mundo que nos cerca
És diferente, desigual, do que se merca

Diferente na aparência de teu visual
Em tudo e na intensidade emocional
Tamanhas são as diferenças entre nós
Que acabamos ficando longe e a sós

Por sermos tão diferentes, o desconhecido
Será o fim de nosso louco amor perdido
Sem um sorriso fugaz ou um lamento
Ponho ponto final no relacionamento.

II

É tão diferente aquilo que a gente sente
Quando gosta de alguém sinceramente,
É contundente, é real, é decisivo
É o amor castiço, vero, primitivo

Diferente é do sensual, voluptuoso.
Aquele amor franco, cordial, afetuoso 
O coração que ama é qual sacrário
Não pode ser apenas um relicário

Onde se guardam somente as lembranças
Deve guardar, antes de tudo esperanças
De um futuro promissor, até morrer.
Quando já velhos e cansados de viver,

Quando as noites ficam escuras, tenebrosas
Com o breu da solidão, tão pavorosa
Que nos cerceia ao avançarmos na idade
O oposto do que foi nossa mocidade

É diferente o conceito do pensamento  
Que à alma e matéria, dá discernimento
Diferente é ser diverso, é ser desigual
E o é, a onda de emoção cerebral

É diferente o critério da razão
O sentimento de amor no coração
Ao do ódio, que só causa animosidade
Como o é, a verdade da falsidade

Diferente o moderado do radical
Como é, o concreto do imaterial
Também, diferente o amor à ilusão
A hostilidade à racial integração

É diferente o legal ao ilegal
Como é dessemelhante o bem do mal
É diferente que eu não possa te dizer
Da gratidão por você me estar a ler.

Porangaba, 25/04/2013
Armando A. C. Garcia

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327 Armando A. C. Garcia

A Menor Idade Penal

A Menor Idade Penal


Se o menor de idade tem discernimento 
Aos dezesseis anos, para decidir eleição
Na escolha do mais alto chefe da nação
Não terá, para seus atos, o mesmo entendimento?

Se assim não for, quero crer que deputados
Senadores e até mesmo nosso presidente
Não podem considerar legítimos dessa gente
Os votos que por eles foram sufragados

Presume-se insensata conquista política
Que só absorve do menor, o que lhe interessa
Incutindo ideais em sua cabeça
Para depois, do mesmo inda fazer crítica

O menor aos dezesseis anos está maduro
Mais do que antigamente aos vinte e um
É que a televisão, a internet e o cartum
Despertaram o menor de antes inseguro

Não se diga que não têm conhecimento
Muito menos critério, tino, juízo
Senão quem fica é você no prejuízo
Pois talvez tenha menos discernimento

Quantos deles aos dezesseis anos são pais
Morando na companhia de mulheres
Assumindo de verdade os seus deveres
Enquanto outros por caminhos desiguais

Envoltos na crista do crime e na droga
Roubando e matando impiedosamente
Ainda troçam na TV acintosamente
Rindo das façanhas e de tal se esnoba

Tem ainda quem defenda suas proezas
Indecorosas, cruéis e insublimadas
Até que um dia sejam por eles vitimadas
Quando passarão a condená-los, com certeza

A lei protege o menor com a impunidade  
Por isso ele rouba e mata celeremente
Sabe que não vai pagar, a lei é benevolente
É considerado infrator, pela menoridade

Assim, não se compraz só em roubar objetos
Para sua auto afirmação; rouba a vida
Da vítima do roubo, para logo em seguida  
Adquirir o craque imundo e abjeto

Aquele que o leva a cometer novos crimes 
Podendo estuprar, traficar e roubar 
Sua conduta, a lei não a vai parar
E ele, ciente da impunidade, joga no time

O time da maldade, da perversidade
Onde o ódio o impele à execração
Ao rancor, à violência, e à aversão
Animosidade que define a crueldade 

Mata, como se abate uma rês e dá risada 
Pela ciência que tem da impunidade
O Congresso nada faz pra mudar a idade
Idade penal que só no Brasil é avançada

Vejamos o que ocorre ao redor do mundo
Sobre a ótica da ilicitude do menor de idade
Aos quinze na Dinamarca paga incivilidade
Menos um, Itália e Alemanha, prendem imundo 

Aos treze na França sofre a imputabilidade
Na Holanda e Escócia com doze é punido
Na Inglaterra, aos dez, também, não é excluído
Nos Estados Unidos entre seis e doze anos

Veja o Mapa Múndi anexo:

América do Norte

- Estados Unidos – entre 6 e
18 anos, conforme legislação
Estadual.
 - México -11 e 12 anos, na
maioria dos estados


África


- África do Sul – 7 anos
- Argélia – 13 anos
- Egito – 15 anos
- Etiópia – 9 anos   
- Marrocos – 12 anos
- Nigéria – 7 anos
- Quênia – 8 anos
- Sudão – 7 anos
- Tanzânia – 7 anos
- Uganda – 12 anos-

Àsia

- Bangladesh – 7 anos
- China – 14 
- Coréia do Sul – 12 anos
- Filipinas – 9 anos
- Índia – 7 anos
- Indonésia  – 8 anos
- Japão- 14 anos
- Myanmar – 7 anos
- Nepal - -10 anos
- Paquistão – 7 anos 
- Tailândia – 7anos
- Uzbequistão – 13 anos
 - Vietnã – 14 anos

América do Sul

 - Argentina – 14 anos
- Brasil – 18 anos
- Chile- 16 anos
- Colômbia – 18 anos
- Peru – 18 anos

 
       Europa

-Alemanha - 14 anos
-Dinamarca – 15 anos
-Finlândia – 15 anos
-França – 13 anos
-Itália 14 anos
- Noruega – 15 anos
- Escócia – 8 anos 
- Inglaterra -10 anos
- Suécia – 15 anos
- Ucrânia – 10 anos

Como se vê, só parcialmente na América do Sul
A menor idade penal ocorre aos dezoito anos
Parece que estamos no país dos desenganos
Incapazes de arcar o fato neste país taful  

Deixo a vocês leitores o sofrido arremate
Nós somos eleitores, sem representação
Sei que é difícil a prudente conclusão
Nossa delegação de poderes, foi um disparate !

São Paulo, 14/05/2013 
Armando A. C. Garcia 

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342 Armando A. C. Garcia

Senhores Políticos

Senhores Políticos


Vós que tendes na mão o destino da nação
Acordai, não durmam no ninho da esperança
A senda é tortuosa e a viagem trabalhosa
Cuidais ver a luz, vossa cegueira em vão
Falta-vos a terra sob os pés e confiança
Para fazer esta nação, mais grandiosa


Irmãos do norte vitimados pela seca
Outros no sul, massacrados futilmente 
Caindo ao chão, pela mão da crueldade
O tenebroso véu do mal, corre ceca e meca
E vós, que poderíeis conter essa corrente
Deixais aumentá-la pela impunidade.


O fogo que abrasa, o nordeste dizima
Pela incúria nas obras interminadas
Os canais do velho Chico adormecidos
Aos pés da seca, rio abaixo, rio acima
Fruto de negras ilusões inexplicadas
Mistérios não revelados e conhecidos


O nordeste segue a viagem dos desertos
Na senda tortuosa do árido chão em fogo
Apenas cáctus sobrevivem à cálida seca 
Os gados morrem, da fome não são libertos 
Inanimados, sem água e alimento, mais logo
Não haverá sequer uma rés no sertão do jeca


Ao invés de ser perdida inutilmente
A esperança desse povo nordestino
Velho conto dos canais do São Francisco,
Fazei correr água no árido chão. Ó gente !
Haverá sombras de arvoredo, novo destino
E de novo o gado voltará ao aprisco !


No sul é preciso acabar com a bandidagem
Que tornou-se um poder paralelo ao estado
Fazendo justiça de verdade e não lorota.
Diz que se condena, pura libertinagem 
Sem cumprir a pena, decreto negado
E a impunidade gera novo pecado.


Que do sangue pelas ruas, em vão espalhado 
Não fique impune, o que o pranto derramou
Os parentes das vítimas vertem lágrimas
Que o olho humano não se ofusque ao lado
E seja firme para com o degenerado
Pelo seu destempero nas horas *agrimas


Ele não tem a menor comiseração 
Com a vítima que teve o azar de com ele cruzar
E expelindo sua raiva, seu ódio e rancor
No seio de sua ignorância indomável
Torna-se bruto capaz de sua mãe matar
Justiça! É o termo certo ao desamor !
 
Está em vossas mãos o povo fazer-se ouvir
Seu clamor nas ruas bem o demonstrou
Quebre-se a fronte, sem que caia o homem
Tendes a lei em vossas mãos, podeis bulir
A inércia far-vos-á retrato que sobrou
Duma nação que os políticos consomem. 
 
•Ódio; raiva
Porangaba, 18/08/2013
Armando A. C. Garcia


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343 Armando A. C. Garcia

Tremenda Injustiça

Tremenda Injustiça


Senhores Deputados, Senhores Senadores
Ouçam do nosso povo os seus clamores
Chega de violência e impunidade
A ditadura, já nos dá saudade


Sendo democrata, devo admitir
Que este governo só faz consentir
Nos atos cruéis, tremenda injustiça
Que não pune a valer, quem pisa na liça.


Superior a cem anos, chega a ser a pena
Que a justiça absurdamente condena
E essa mesma justiça, dá liberdade
Antes de cumprir um décimo da metade !


Cansado o povo, não aguenta mais
O governo mouco, não ouve seus ais
O criminoso, em tudo é atendido
Parece até, que o povo é preterido.


Um rastro de sangue, amargura e dor
Trajetória infame, cruel desamor
Sofrimento atroz, violenta tortura
Impõem às vítimas a sepultura


A pena de morte, é por eles praticada
Sua integridade, não pode ser violada.
Somos reféns em nosso próprio lar
Na rua ou em casa, em qualquer lugar


Têm poder de fogo, pronto a matar.
A pobre justiça, sem força a capengar
Deixa nosso povo à mercê do bandido
Que apesar do seu crime, não é punido!


A Lei das Execuções Penais, precisa mudar
A sentença condena. Ela, manda soltar...
Afinal o veredicto, não tem valor
Deveria ser irrevogável, como do *exator  


A decisão aplicada a quem transgride,
Não deveria malsinar o que decide.
Vemos a justiça deixar impune
Descumprir seu dever, é azedume.


Jamais, poderia conceder perdão
Sem cumprir totalmente a punição
Isto é prisma de governo decadente
Que não sabe governar a sua gente


Ou então, tem receio que a lei recaia
Sobre si. Já que hoje na tocaia
Vale tudo pra eles e nada acontece
Na pobreza, que honra abstrata tece.


No mesmo patamar, eu sinto dor
Deste povo ordeiro, trabalhador
Sem a proteção devida do estado
Vira presa fácil do celerado


Que, certo do reino da impunidade
Além de roubar, mata sem piedade
A vítima é prostrada e amordaçada
Em sua própria casa, ou na calçada


Nossa justiça, não está do seu lado.
Ampara o ladrão, o vil do safado
Que rouba e mata, sem arrependimento
Comete crime atroz, sem constrangimento


Em pouco tempo ganha a liberdade
Assim, pode roubar e matar à vontade
O próprio governo ainda lhe dá propina
Auxílio reclusão de acerca de duas quina


Pra quê, trabalhar, pra quê, cogitar
Se do ato fatídico, ele pode alcançar
Em poucos segundos, um mês a laborar
E a lei, conscientemente o está a afagar


No entra e sai, da caminhada percorrida
Na senda do crime está sempre envolvida
Sua vida. Devassada de crueldade
De cativeiro em cativeiro, só maldade.


Latrocínios, estupros e roubos sem par
Estrugem sua capivara de arrepiar
Houvesse um castigo verdadeiro
Apenas um, constaria no roteiro.


Mas; nesse prende e solta da justiça
Ninguém cumpre sua pena inteiriça
Não sei se culpar o sistema que o solta
Por saber, que logo ele, está de volta


Ou se culpo o Juiz que o solta sem aplicar
Uma medida de segurança impar
Capaz de torná-lo menos feroz 
Fazê-lo ao menos, semelhante a nós.


Da menor idade 


Tremenda aberração essa tal de idade
Boa parte da desajustada mocidade
Tem capacidade para votar. Se matar...
É infrator. Seu crime não vai pagar.


Pode traficar, estuprar e roubar
Sua conduta, a lei não a vai parar.
Se adolescência é a idade das ilusões
Sabe que não vai enfrentar os grilhões


Porque a lei o protege em demasia
Assim, tudo pra ele é fantasia
As atrocidades, não constarão
Do prontuário ao atingir a maior idade.


Têm carta branca para todos os ilícitos
**Brumosamente eles são explícitos
Por isso os facínoras nada temem
A desgraça atinge as vítimas que gemem


Vão semeando o pânico e o terror
E quando atingem a idade maior
‘stão Diplomados na criminalidade
Desta forma fazem seu affaire sem piedade


Verdadeiros monstros, sanguinários
Matando de crianças até octogenários
Armados até os dentes, tal terroristas
Armam ciladas às escuras, ou às vistas.


Bizarro comportamento de conduta
Estranho modo de vida, sem labuta.
Que dirão do seu trabalho à família
O discurso de uma púnica homilia.


Nada os detém, face à tal impunidade
Reinante no seio da justiça. Ilogicidade
Por isso. Célere, agride e transgride, 
Com brusca rudeza, impõe sua lide.


O povo, não aguenta mais a situação
Ouvimos no rádio, vemos na televisão
Protestos de famílias que são atingidas
Que faz o Congresso!... pra salvar suas vidas?!


Mantêm o silêncio, com medo, talvez
Que a lei que surgir, apeie seus pés
Mas esta situação, terá de acabar
Deste jeito que está, não pode ficar.


Acordem Senhores, faça-se a justiça
A que hoje temos, é singela premissa
E sem os excessos da tal trabalhista
Que aceita o pedido constante da lista


Não tenha receio de falar a verdade
Aberta a cortina, surge claridade
O pensamento transporta a semente
Que cairá em terra fértil, certamente.


Ouçam a voz do povo             * Cobrador de impostos
Ela é a voz de Deus. ** vagamente


Porangaba, 30/03/2013
Armando A. C. Garcia


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344 Armando A. C. Garcia

Estamos em guerra!

Estamos em guerra!


Estamos em guerra, estamos em guerra
Numa guerra sangrenta e desigual
Acabou a paz em nossa linda terra.
As grandes metrópoles estão sangrando
Morrendo centenas de nossos irmãos 


Os cardeais, se não compactuam, silenciam
Deixando proliferar o crime, a fraude, o dolo
Todas as penas descumpridas se desviam
Do direito e da justiça. E, são consolo 
À parte que praticou a injustiça


E, ainda, têm as leves penas reduzidas
Pelo sistema de progressão de penas,
As vítimas, ficam atônitas desprotegidas
Da justiça, que deveria dar-lhes apenas
O cumprimento da justiça pras suavizar


A dor sofrida, pela angústia d’amargura
Que muitas vezes leva nossos entes queridos
À consternação da fria sepultura !
E ver o criminoso sair impune, nos brios
É ato que fere a alma e a civilidade


À vítima ou à sua família, o governo
Nada paga, pela dor do sofrimento
Mas o criminoso tem um soldo moderno
De acerca de um salário e meio o provento
Mais que a paga daquele que sua a camisa


Estamos em guerra, numa guerra suja
O criminoso tem direito a visita íntima 
Tem direito à saída de Natal, dia das mães
Nunca cumpre a pena integral, só um terço
O Brasil para o criminoso é um berço


A pobre da vítima, não tem a mesma sorte
Ou fica atrofiada, ou paralítica 
Na maioria das vezes o destino é a morte
Ninguém a socorre, esta é a política
Praticada pelos cardeais da nossa corte


Já dizia a francesinha Jaqueline
No programa do velho Manuel da Nóbrega 
Brasileiro é bonzinho... Brasileiro é bonzinho...
O comportamento espelhado nessa vitrine
Vai puxando e aconchegando esse trenzinho


Houvesse mais civismo e patriotismo
Nos cardeais que regem esta nação
Criminoso, não teria tais benesses
Cumpriria a pena com todo rigorismo
Sem *sinecuras ou atos de perdão


Matam abruptamente, mesmo sem reação
Parece que têm prazer em tal ato cometer
Desprovidos de sentimentos no coração
Só improbidade carregam em seu ser
Afastados de Deus, o crime é seu prazer.


Se as benesses da Lei de Execuções penais
Responsabilizasse pelo ato, quem as profere
Certamente, não as concederia jamais,
Ou então, para concedê-las se infere
Nas periculosidades racionais


Se o advogado erra, pode ser punido
Punição igual, a merecer o julgador
Responsabilizá-lo por tal, é de bom sentido 
Ninguém no mundo pode ser superior
Para poder errar, sem ser suprimido.


As consciências em prol do corporativismo
Calam-se e silenciam, emudecendo
Sabem que a voz do povo, logo olvida
Enquanto isso vão subindo, vão crescendo
Tirando proveito de quem sofre na vida !
                                                                      • benesses

São Paulo, 27/09/2009 
Armando A. C. Garcia  - 

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345 Armando A. C. Garcia

Tirando o chapéu

Tirando o chapéu...


Já, a tatear falazes esperanças
Como quem semeia palavras mansas
Vê-los-emos em breve empenhados
Os que ora, ainda vemos enredados

Prometendo o mais, do que alcança
O seu poder e o de sua liderança
Tirando o chapéu na mão, reverência
Do político astuto em decadência.

Embrenhados nas falsas que tropeçam
Com mente artificial, disfarçam
Das ignomínias desprezíveis feitas
Dizendo-as d’partidários doutras seitas

E que irão compensar a inoperância
Cobrarão do governo a intolerância
Na saúde, segurança e educação
Dirão mais, de controlar a inflação

Falarão, também, sobre a aposentadoria
Que a previdência terá grande melhoria
A aposentadoria será igual ao salário
Assim, acabarão de vez, com o calvário

As imoralidades ditas cometidas
São falácias dos jornais, improcedidas
Que não tendo notícias levam ao ar
Para audiência de seu canal aumentar

Dizendo militarem por causa nobre
Eles visitam casa rica e de pobre
E na TV com discursos sedutores
Metalúrgicos até parecem doutores

Assim enganam o povo, que certamente
Acredita na promessa inconsistente
E sem noção aceita os argumentos
Afastando deles os maus pensamentos

Que o progresso da nação é exaltado
E que mundo afora, ele é admirado
Que nunca antes à saúde os recursos
Se igualaram, em números de concursos

Na educação a mesma persuasão
Nos quadros da sala e da reunião
E com bons professores em profusão
Será pra valer uma super educação

Irão, também, prometer mais segurança,
Com nefasta ladainha, sem tardança
Dirão que lugar de ladrão é na cadeia
Justiça e dignidade, também permeia

Na promessa para ganhar a eleição
Cheios de carinho, de plena mansidão
Eles, vão assim, tecendo a sua teia
De seus enganos, a história está cheia

Em tudo, o que causa mais repugnância
É degradar do povo, a santa ignorância
Vão assim se perpetuando no poder
Enquanto o povo, a esperança vê perder

Até quando nos vão tirar o chapéu !
Só época de eleição, quando tiram o véu
A chave de nossa porta está em suas mãos.
Não elejam delinqüentes; sejamos cidadãos !

São Paulo, 04/09/2013             
Armando A. C. Garcia     
 
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348 Armando A. C. Garcia

Homenagens ao dia da Mãe

Homenagens ao dia da Mãe

MÃE !

Mãe, é palavra Divina
No seio da humanidade
Na vida traz a alegria
Na morte deixa a saudade !

São Paulo, 07 de maio de 2009
Armando A. C. Garcia


Mãe  I 


Ama-a, cheia de defeitos ou de bondade 
Ama-a tal qual é, porque ela é tua mãe 
Não lhe meças os erros se é que ela os tem 
Tampouco a enobreças se for cheia de bondade. 

Ama-a, porque ela deu um pouco de si mesma 
E dessa dádiva, brotou um rebento. És tu! 
Que ela, jamais, deixou secar enquanto que tu... 
Tornas-te indigno de ser filho dela mesma. 

Ama-a, como um filho deve amar sem preconceitos 
Porque o amor de uma mãe não pode ser ultrajado 
E aquele que o fizer, será eternamente condenado. 
Será um réprobo, um monstro, sem mais direitos. 

Cobre de beijos, sua pele já sulcada de rugas 
E em cada fio de cabelo argenteado 
Deposita um beijo e perdoa seu pecado 
Assim como ela em criança perdoava tuas fugas. 

Mas se assim não for, redobra então teus carinhos 
Para que um dia, quando morrer, leve na lembrança, 
A certeza de que na terra deixou uma esperança!... 
A quem mais tarde, será a luz de seus caminhos. 

São Paulo, 04/04/1964 
Armando A. C. Garcia 


Mãe  II

A palavra pequenina 
Que maior carinho tem 
É a palavra Divina 
Que tem a expressão de Mãe ! 

Mãe é palavra sagrada 
Cheia de amor e amizade 
Mãe... é a expressão mais amada 
Sinônimo de Felicidade. 

São Paulo, 21/04/2004 
Armando A. C. Garcia 


Mãe III 

Presta a justa homenagem 
À mãe, rainha do lar 
Que reflita sua imagem 
Como santa no altar 

Lembra-te dos seus carinhos 
E dos desvelos sem fim 
Orientando teus caminhos 
Qual lâmpada de Aladim ! 

E nesta data festiva 
Enche de paz e alegria 
E leva a tua rogativa 
Aos pés da virgem Maria 

Só em ter-te concebido 
Carregando-te no ventre 
Deves ser agradecido 
E louvá-la eternamente 

São Paulo, 04/05/2004 
Armando A. C. Garcia 


MÃE (IV)
I
Carinhos quantos me deste
Ó minha mãe tão querida
Mil afagos, tu soubeste
Colocar em minha vida
II
Velaste noites a fio
Quase sempre, sem dormir
Quer no calor, quer no frio.
- De dia, alegre a sorrir
III
Em teu regaço ó mãe
Aprendi sempre o melhor
Ensinaste-me, também
Quem foi do mundo o Feitor !
IV
Bendita seja a mãe
Que na palavra interpela
Fazendo do filho alguém
Na expressão lúcida e bela
V
Com o tempo fui crescendo
- Sempre tu a orientar-me
E em teus conselhos, aprendo
A do mal, sempre afastar-me
VI
Em minha alma gravaste
Princípios de honestidade
E quantas noites passaste
Velando minha mocidade
VII
Eu, fui crescendo na vida
Tu, prateando os cabelos
Ias ficando envelhecida
Mantendo os mesmos desvelos
VIII
Oh! Se eu pudesse voltar
Aos tempos de minha infância
Teu rosto iria beijar
Com ternura e *jactância
IX
O tempo nada perdoa
Consome até a esperança
- Mas deixa uma coisa boa
Que é, a eterna lembrança !
                                                  * orgulho - altivez
São Paulo, 26/04/2008
Armando A. C. Garcia


ÀQUELA QUE VAI SER MÃE ! ...

I
Vai ser mãe não tem receio
A espera é um anseio
É esperança, é alegria
De fecundar sua cria
II
O amor em si, canta e vibra
Ela é força que equilibra
Aurora cheia de brilho
É mulher. Espera um filho
III
Ao seu filho tão amado
Sempre estará a seu lado
Cuidando e dando carinho
Tal como a ave em seu ninho
IV
Será amável dedicada
Alma em sonhos perfumada
Da rosa pétala flor
Magia dum amor maior
V
Como rocha, firme e forte
Enfrentas até a morte
Pela primorosa flor
Fruto de um grande amor!
VI
Vais ser mãe. Bendita sejas
E em minha prece singela
Peço a Deus p’ra que não sejas
A mãe de outra Isabella !

São Paulo, 26/04/2008
Armando A. C. Garcia



ÀS MÃES, QUE DEUS JÁ LÁ TEM ! 

Às mães, que Deus já lá tem 
Que glorificadas sejam 
Amor de todos amores. Mãe 



Oh! Quanta falta tu fazes 
Aos meus anseios de vida 
Sem teus conselhos querida 
Meus desejos incapazes 

De trilhar todo caminho 
Só temores atormentando. 
A casa, não é mais ninho 
Como o foi, no teu passado...[ 

Ò se pudesses voltar 
Ao convívio novamente, 
Como iria te amar 
Numa ternura envolvente 

Mas se assim não pode ser 
Eu sei que o Criador 
Do Universo, se quiser 
Com seu Dom inspirador 


Pode levar até ti 
Amostra do meu amor 
Para saberes que senti 
Com tua falta, grande dor! 

São Paulo, 28/04/2005 
Armando A. C. Garcia 
E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br

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350 Armando A. C. Garcia

O NOVO MUNDO

O NOVO MUNDO 

Os caminhos do Atlântico 


Enfrentar o incomensurável oceano 
Seguindo caminhos que ninguém ousara, 
Por roteiros nunca antes navegados 
O intrépido, povo nauta lusitano 
Dando impulso à aventura desbravara 
Reprimindo medos e temores ignorados 


O movimento da conquista dos mares 
Caminhos até então impossíveis trilhar 
Por mares escarpelados e agitados, 
Que só afinada prática de anos no mar 
E uma acurada leitura estelar 
Somada à destreza e instrumentos usados 


Orientados pela bússola e o astrolábio 
Os guiou singrando os mares desconhecidos 
Envolvidos pelo espírito das cruzadas 
Milagrosamente quis o destino sábio 
Sucesso na missão, nautas destemidos 
A expansão ganhou forças redobradas 


Finalmente enfrentando o longo mar 
Navegando nele por mais de um mês 
Seiscentas e sessenta léguas percorrer 
Avistaram algas abundantes sem par 
Sinais de terra a quatro milhas talvez 
Sua esperança se fez rejuvenescer 


A Descoberta 


Frente a frente, abriram-se novos horizontes, 
Quando aos vinte e dois de abril de mil e quinhentos 
Avistaram um grande monte, alto e redondo 
Ao sul terra chã, e mais baixos montes 
Grandes arvoredos de espécies aos centos 
E aí as naus ancoraram, não se expondo. 


E amainando as velas desembarcaram 
Na terra que chamaram Vera Cruz 
Na praia, nativos nus, eles avistaram 
E com prudência redobrada lhes falaram 
Por sinais, um sombreiro e um capuz 
Que no primeiro contato lhes jogaram 


Ao que um deles retribuindo a oferta 
Arremessou um penacho de papagaio 
E assim recebidos em paz aguardaram 
Novo dia p’ra pisar terra descoberta 
Onde nativos nus, impávidos como raio 
Ocultar suas vergonhas, jamais pensaram 


Sem fé, sem lei, sem rei, esse povo era assim 
Entre eles não tinham bens particulares 
Moravam em cabanas muito grandes 
Tudo era comum em seu viver alfim 
Cada um senhor de si, de seus polegares 
Não conheciam o ferro, nem flandres 


Foi aí então, que dois mundos separados 
Por séculos... milênios se encontraram 
O pré-histórico e o mundo civilizado 
Perante o futuro ali foram marcados 
Os primeiros sinais que ao mundo levaram 
O conhecimento de um povo ignorado 



A TERRA DE SANTA CRUZ 
E a Pré-Colonização 


Aquilo que uma ilha lhes parecia ser 
Era quase um continente em extensão 
De exuberante fauna e densa flora 
Com espécies desconhecidas a crescer 
A cada caminhada, a cada exploração 
Como nunca tinham visto até outrora 


Terra descoberta de índios povoada 
De Jês, Caraíbas, Aruaques e Tupis 
Frondosos rios, cachoeiras e cascatas 
Era terra muito fértil se plantada 
No sub solo ouro, prata e rubis 
Riquezas conhecidas, frondosas matas 


Somente o extrativismo do pau-brasil 
Foi a princípio o achado primordial 
A extração e o embarque da madeira 
Eram pagas aos índios com preço vil 
Através de bugigangas, et cetera e tal 
E o escambo era a moeda costeira 


Os termos do o Tratado de Tordesilhas 
Os franceses não reconheciam válido 
E grupos de corsários diretamente 
Enchiam embarcações até às escotilhas 
Negociado com os índios a valor esquálido 
Prejudicando os lusitanos certamente 


O que levou a Coroa portuguesa 
Em mil quinhentos e dois a terras arrendar 
A comerciantes como Fernando de Noronha 
Em troca de benfeitorias à realeza 
Para explorar pau-brasil e negociar 
Parte do lucro que o arrendatário sonha 


As incursões freqüentes dos franceses 
E outros europeus à terra descoberta 
Levou o Reino de Portugal a organizar 
Expedições para expulsar maus fregueses 
Insuficientes ao que a cobiça desperta 
E só a destemida esperança os fez parar 


DEGREDADOS E SOBREVIVENTES DE NAUFRÁGIOS