Eduardo da Costa Nkuansambu

Eduardo da Costa Nkuansambu

n. 1993 AO AO

Poeta, romancista e acadêmico. Escrevo para explorar a beleza das palavras, a profundidade dos sentimentos e o poder do conhecimento. Cada verso e cada texto é uma jornada para a alma e a mente.

n. 1993-03-17, Luanda

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Onde Nos Desencontramos

Oh, sorte, onde nos perdemos,
Em veredas distantes, trilhas que não se cruzam.
Quantos desgostos e dissabores marcaram meu caminho,
Te procuro incessante, nas sombras, sozinho.

À mercê da labuta, me vejo preso,
Enquanto meus sonhos aguardam, batem à tua porta em desespero.
O sentido da vida, na faina interminável,
Mas onde te escondes, sorte minha, inalcançável?

Nos meandros da existência, tu te ocultas,
Deixas-me a vagar, entre esperanças e lutas.
Oh, sorte esquiva, em que rincão te escondes,
Nas curvas da vida, ou em horizontes longes?

Nos giros do destino, tento desvendar,
Por que me escapas, me obrigas a lutar?
Ainda te busco, com ânimo e dor,
Perdido em tua ausência, anseio por teu calor.

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Poemas

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Onde Nos Desencontramos

Oh, sorte, onde nos perdemos,
Em veredas distantes, trilhas que não se cruzam.
Quantos desgostos e dissabores marcaram meu caminho,
Te procuro incessante, nas sombras, sozinho.

À mercê da labuta, me vejo preso,
Enquanto meus sonhos aguardam, batem à tua porta em desespero.
O sentido da vida, na faina interminável,
Mas onde te escondes, sorte minha, inalcançável?

Nos meandros da existência, tu te ocultas,
Deixas-me a vagar, entre esperanças e lutas.
Oh, sorte esquiva, em que rincão te escondes,
Nas curvas da vida, ou em horizontes longes?

Nos giros do destino, tento desvendar,
Por que me escapas, me obrigas a lutar?
Ainda te busco, com ânimo e dor,
Perdido em tua ausência, anseio por teu calor.

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Desabafo de Liberdade

Dizem que temos sorte, o que não possuem,
Mas o que temos, nem sempre é o desejo profundo.
Não é ingratidão, é a cruel realidade
De sonhos que não sonhamos, de uma verdade sem fundo.

Desistimos, cansados de viver o peso
Das expectativas que não são nossas.
O que parece glória para uns, consome-nos
Como chama voraz, que apaga e devora nossas esperanças.

Para eles, é o prêmio, o auge do desejo,
Mas para nós, é uma prisão que nos nega o sonho.
E quando nos cansamos da máscara forjada,
A multidão se precipita com palavras, com juízos e censura.

Querem que vivamos o que lhes causa dor,
Para serem iguais, sem coragem de se libertar.
Cansei de ser sombra, de vestir a capa da tristeza,
Hoje, serei eu, livre de tormentos e de falsas aparências.

Quero olhar no espelho e ver a alegria sem causa,
Reconhecer que essa felicidade é o fruto da liberdade,
É o suspiro de paz que tanto busco,
Deixar para trás os grilhões das expectativas alheias.

Eu só quero ser livre, ser autêntico,
Sem as amarras do desejo de outros,
Eu só quero ser eu, e viver a serenidade,
Ser livre, apenas isso, e encontrar minha própria verdade.

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