LetOmena

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n. 1998 BR BR

n. 1998-06-12, 12/06/1998

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Entre Céus e Sonhos

Quando a noite repousa, suave e tranquila,
E o silêncio sussurra segredos do além,
Te vejo, estrela, que o céu cintila,
Riscando a escuridão como ninguém.

Nos teus olhos dormem mares profundos,
Nos teus suspiros, o vento do mar.
Teus sonhos atravessam todos os mundos,
São pontes douradas que vivem a brilhar.

Celeste é teu rastro, luz que não finda,
Aurora que dança no horizonte da alma.
Lua que embala a noite mais linda,
Espalhando no peito uma doce calma.

Que teus sonhos sejam rios de ternura,
Levando-te a terras de paz e calor.
Pois, meu amor, tua essência é pura,
E sempre, em silêncio, és meu maior amor.

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Poemas

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Entre Céus e Sonhos

Quando a noite repousa, suave e tranquila,
E o silêncio sussurra segredos do além,
Te vejo, estrela, que o céu cintila,
Riscando a escuridão como ninguém.

Nos teus olhos dormem mares profundos,
Nos teus suspiros, o vento do mar.
Teus sonhos atravessam todos os mundos,
São pontes douradas que vivem a brilhar.

Celeste é teu rastro, luz que não finda,
Aurora que dança no horizonte da alma.
Lua que embala a noite mais linda,
Espalhando no peito uma doce calma.

Que teus sonhos sejam rios de ternura,
Levando-te a terras de paz e calor.
Pois, meu amor, tua essência é pura,
E sempre, em silêncio, és meu maior amor.

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Alagoas, terra de encantos

Alagoas, joia entre o céu e o mar,
um espetáculo que a natureza veio pintar.
Entre coqueirais que dançam ao vento,
mangues e lagoas, um eterno movimento.

Teu nome ecoa do doce espelho d’água,
lagoas que abraçam e teu solo afagam.
De beleza única, és obra magistral,
um paraíso vivo no Nordeste tropical.

São 230 km de praias a encantar,
um bordado de coqueiros a te adornar.
Águas mornas que acolhem com doçura,
ora verdes, ora azuis, tão cheias de ternura.

Piscinas naturais, tesouros cristalinos,
onde o tempo parece se perder no infinito.
És convite ao descanso e à contemplação,
terra que embala corpo e coração.

És Maceió, Maragogi, Penedo e Piranhas,
em cada canto, uma história que se emana.
De águas serenas a rios que correm ligeiros,
Alagoas, de todos, o mais doce enlevo.

És canto, és cultura, és força e tradição,
terra que pulsa com vida e paixão.
Entre tuas paisagens, o mundo se cala,
e o coração do viajante para e fala:

Alagoas, és muito mais que cenário e beleza,
és alma, és história, és pura grandeza.

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Família Omena

Na raiz de um nome tão doce e singelo,
cresceu uma história bordada de afeto.
Tereza e Cícero, os patriarcas de um sonho,
semeadores de amor, cada um com seu jeito.

Sete filhos, laços fortes, laços vivos,
Cristina, Socorro, Cícera e Fátima,
Ana Paula, Rosângela, e Fernando,
cada qual um ramo dessa árvore tão rica.

Simples na essência, grandiosa no amor,
uma família que floresce em união.
Entre risos e lutas, conquistas e prantos,
carregam consigo os ensinamentos dos pais.

Tereza, com seu olhar de ternura infinita,
ensinou a paciência, o cuidado, a fé.
Cícero, firme e doce, moldou com esforço
a força que pulsa em cada coração Omena.

E hoje, mesmo que cada um siga seu caminho,
há um elo invisível, forte como o tempo.
A memória dos pais, a base do lar,
é o farol que os guia, onde quer que estejam.

Uma família simples, mas plena de riqueza,
não de ouro ou prata, mas do que mais vale:
o amor que se multiplica, o respeito que não cessa,
a união que resiste e a história que ecoa.

Família Omena, um legado eterno,
de vidas que cresceram para sempre frutificar.
Sete laços, sete histórias, mas um só coração,
batendo em sintonia com o amor de sua criação.

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Refúgio da Minha Infância

Na simplicidade de uma casa de janelas de madeira,
encontrei o abrigo mais doce da minha existência.
O vento frio das madrugadas entrava tímido,
acariciando meu rosto e embalando meus sonhos.

Às quatro da manhã, a casa ganhava vida.
O som do rádio trazia Roberto Carlos,
e o aroma do café recém-passado
preenchia cada canto com promessas de um novo dia.

Era meu avô, sempre o primeiro a despertar,
com seus gestos tão simples e grandiosos,
despertando em mim sorrisos que não precisavam de palavras.

Minha avó, com seu olhar de ternura,
era o coração pulsante daquele lar.
Minhas primas, Ingrid e Rafaela,
eram a minha alegria e minha aventura,
em dias que pareciam infinitos,
mas que, ao mesmo tempo, passavam tão rápido.

Naquele lugar, cada momento era eterno.
A casa, mais que tijolos e madeira,
era o lar dos meus sonhos,
o refúgio para onde minha alma sempre volta.

Mesmo nos sonhos mais confusos,
ou nos pesadelos mais escuros,
lá está ela:
a casa dos meus avós,
como um farol na tempestade,
como um abraço que nunca me abandona.

Porque é ali que vive a criança que fui,
onde o amor dos meus pais se reflete nos gestos dos meus avós,
e onde o simples tornou-se sagrado,
guardado para sempre no baú da minha memória.
 

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