O Confessionário
Padre , ando só na minha
vida amorosa - vou ao encontro
de uma pessoa chamada solidão...
olho para o norte - sul - leste - oeste - sudoeste
e nada encontro > o que faço !!
Padre , diga-me ! este Deus que todos
pregam - pregado com material
forjado em ferro por mãos
humanas , que nasceram de um amor
bom e puro com forte desejo.
Padre , anseias teu corpo ao contato
de uma mulher !! ou vice versa , uma mulher
te deseja e quer te beijar na boca ?!
Meu caro amigo...disse o padre , o sonho
nos permite perder o medo... até esta
sua louca procura de um forte desejo
de querer ser amado e amar.
Ademir o poeta.
Moça Bonita
Que flor
- tens no cabelo !
- é amarela cor de ouro
- ou rosa faceira - rosa
de nosso amor.
Moça humilde
- o que teus lábios carnudos
tens !
- tintura ou beijos de flores
como jasmins azul e branco .
- tua saia nas pernas arredondadas
- agora molhadas
-cobrindo seu pudor.
Ah... o suor do teu calor
- o cheiro de
- carambola - como é doce
este mel.
Vem corpo amorenado ; como
um beijando -outro -
beija - flor .
Ah... moça bonita -
- humilde coração
- batendo com o vento
- diminuindo o teu calor.
ah...este seu beijo de
um beija - flor.
Ademir o poeta.
A Solidão de um palco
Somente eu
meu piano
meus 80 anos
sabemos quando
os dedos envelhecidos
voam sobre as teclas.
Somente eu
sei o segredo dos
pedais , que minhas
pernas comprimem, lançam
ao ar as composições de bach.
Eu, somente eu ... sinto no
coração da nave central , fazendo
da música o meu sono embalar.
Eu, somente como artista
um piano : e um palco vazio
bem iluminado, e esta
humilde solidão ; tocamos
esta canção de bach.
Ademir o poeta.
A casa do morro vermelho
Na beira de um rio de
cor ferro - e bem acima
das terras baixas avermelhadas :
como pintura natural.
Existe uma casa onde vivem
quatro criaturas mulheres
- morenas da cor do rio
que corre com destino ao mar.
A noite elas cantam melodias
lindas ; que encantam os
barqueiros pescadores , vindo
por estas águas a passar.
E ao amanhecer descem o
morro , com seus corpos nus ,
e se lavam , pois ninguém as veem...
elas são as filhas das águas com
cor do ferro a minar.
( Pois elas sempre fazem amor ;
com os homens vindo do além - mar )
Ademir o poeta.
O Menino que moveu o sol.
Este menino ouvindo
o povo sobre a seca... os
homens e as mulheres reclamando
da falta de chuva pois os
alimentos se acabaram.
O menino a noite encontrou
no seu quintal... uma pessoa toda
de coro da cor da terra vestida ; e por
dentro cheia de nuvens negras : e pediu
clemência que lhe desse asas >>>
<<
para dar chuva ao povo seu.<<<
O menino as asas que pediu
e voou para o sol ... moveu esta esfera
quente e a terra esfriou.
Quando acordou de manhã
viu o seu povo sorrindo e cantando
pois choveu muito a noite
e continua a cair esta chuvarada
O povoado todo foram para os campos
com sementes para o plantio.
e com muita fé em Adonai : fizeram
orações de cantos , pois o período
da seca terminou.
Ademir o poeta.
A Escola
O Canto dos
cantares das alegrias
olho os olhares nutridos
de amores nas tuas
sabedorias.
O canto dos
alunos nas escolas
lendo e ouvindo o
professor ; durante
todos os belos dias.
A...escolas amadas
onde os pequeninos
se lançam ao mundo >>>
- para que um dia do
futuro sejam luzes para
eles >>>sem as devidas
covardias.
Ademir o poeta.
As seis ofertas.
A sempre um homem
para trazer o melhor.
- nas ruas desertas
- nos pensamentos
- do medo e pavor
( a perda de sua sobrevivência )
- Viveu -
A sempre uma mulher
para trazer o melhor .
Nas avenidas que as nuvens
fazem no céu.
- O pavor de resistirmos
-a fome
- a dor
- o amor
( Assim somos nós e continuamos a viver )
Ademir o poeta.
O Universo
A esquerda de meus
corpo observo vênus
brilhar imensamente nesta
madrugada .
Olho sem medo a dimensão
do nosso universo: é tão grande
e ao mesmo tempo tão pequeno.
E tu sentes a presença de
DEUS.
(como dizem por ai ele morreu)
Não está na terra nos mares ou nos mundos !!
ele transcende ; e está fora de tudo...
É maior que o maior de todos seres
viventes >>>ou vice versa<<<
O verbo da carne se fez presente
de um barro se transformou
os homens agora presentes.
Ademir o poeta.
Onde mora o Rei
Procurado em plutão
sem vidas.
Procurado em Júpiter
sem águas.
Procurado em marte
sem florestas.
Procurado em urano
sem boiadas.
Procurado em saturno
sem poeira.
Procurado em vênus
sem mulheres.
Procurado em netuno
sem homens.
Procurado em mercúrio
lá não existem igrejas.
Procurado na terra; encontramos
ele na cadeia ... amarrado e
despojado de sua brilhante armadura
de seu cavalo e de sua espada.
E por fim onde mora o novo Rei!!!
no Alvorada.
Ademir o poeta
D' AMORE
És uma chalupa
navegando os oceanos
>>>Atlântico - Pacífico>>>
Tão enormes como o coração
de um Deus : alegre-se
Durand de lá Mancha ; o
cavaleiro errante das águas
que nunca conheceram ; são como
todas eram d'antes.
Ó maravilhosa barcaça do amore -mio
onde a morte nunca teve existências ,
e a vida é uma eternidade d'onde o sol
jamais escurece.
E as mulheres são claras como
neves e de seus lábios e bocas >>>
>>> saem os beijos mais ardentes.
Pois são virgens amantes.
Ademir o poeta.