adilson_castro

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n. 1998 AO AO

Um "tipo" de estimada simplicidade e humildade, mas não simplesmente humilde !

n. 1998-10-28, Luanda

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O mundo segundo Eduardo Marinho

 

Pela a estrada à borda, sigo caminho com os pés sujos de terra
Não me apresso para aonde vou
Ao contrário desta gente que me cruza
 
Tenho o dia todo para ser eu mesmo
E  se noite se fizer
Durmo encaixotado na rua da liberdade
 
No esplendor da arte errante, desando em procrastinações
À margem de gerações que se anulam para os ditames do mundo louco
Vidas desencantadas em bancos de carteira para garantir a carteira
Presidiários de escritórios !
 
Homens carentes de vida própria são objectos de um aparato social
   Debaixo de rotinas esclavagistas rastejam quando o alarme desperta  
 
Capitalismo desumano
Multinacionais são o cúmulo da riqueza mundial
O sensacionalismo materialista é demais o pesar da cultura universal
 
A democracia tirou a roupa e saiu à rua
Em nome do poder popular, governos e grupos dissimulam  o elitismo
Bombardeiros americanos assombram os céus do Oriente  
Civis em terra se refugiam aos prantos
 
Criaturas reduzidas ao esqueleto são figuras no cartaz da fome
E porque as agruras dos oprimidos não se ouvem dos céus longínquos
Se desvanece a fé no calor da penúria
 
Prosperidade é ouro de sermão
O clientelismo nas igrejas faz a vez do evangelismo
Homens sedentos de lucro
Mal sabem que o pretensionismo do ter
É despropositado para a finitude do ser
 
E para a experiência infame
Claro está que andamos todos de passagem
Uns absorvendo, outros observando.
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Poemas

4

Humano demasiado humano



No exílio do paraíso
cogito lancinante em mares de utopia
sem tributo nem glória
como a modéstia que implica o deserto
594

Em verdade vos digo



A razão não é mais elevada que a loucura... Por isso incompreendida !
629

A pátria dos gentios

 
Discursos de ódio declaram nacionalismos
“Deutschland über aller”
Fervoroso seja o cinismo  
Para o desapego da espécie em ilhas sem mares
Só o fascismo tem bandeira
O bom senso transpõe fronteiras
Por ventura quantos Mussolines não se teriam dado...
Ao houver transformado apátrida o amor à pátria ?
675

O passado não existe... existiu !



Para saudosistas o melhor de sempre

Para  passadista o melhor dos tempos
 
Importará menos a filosofia
Se o passado um grande sumiço 
Jamais se lhe viu vadio em trajes de aprumo
Sobre tamancos  que incalorosos  despachavam afectos 
É contumaz e corriqueira as aventuras do tempo
Num instante não se sabe o que é
Para no outro nos cair pelas mãos
743

Comentários (2)

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adilson_castro

os meus agradecimentos João, abraços !

joaoeuzebio

LINDO POEMA FEITOCOM A ALMA E SABEDORIA VAMOS NAVEGAR POR AI