adilson_castro

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n. 1998 AO AO

Um "tipo" de estimada simplicidade e humildade, mas não simplesmente humilde !

n. 1998-10-28, Luanda

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Fez Deus o diabo

 


Saudades palpitantes condensam memórias sofridas
Alma minha a ti procura escaldante
Como os navegadores as Índias
 
Mística é a tua beldade
Sem palavra deixara os poetas
 
Anjos caem à tua atração
Em teu nome montanhas desfilam
 
Óooh !
Que raio de um diabo chamamos Amor ?!
Quando se muito desejamos, menos o temos
Por si matamos, por si morremos
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Poemas

4

Humano demasiado humano



No exílio do paraíso
cogito lancinante em mares de utopia
sem tributo nem glória
como a modéstia que implica o deserto
597

Em verdade vos digo



A razão não é mais elevada que a loucura... Por isso incompreendida !
632

A pátria dos gentios

 
Discursos de ódio declaram nacionalismos
“Deutschland über aller”
Fervoroso seja o cinismo  
Para o desapego da espécie em ilhas sem mares
Só o fascismo tem bandeira
O bom senso transpõe fronteiras
Por ventura quantos Mussolines não se teriam dado...
Ao houver transformado apátrida o amor à pátria ?
678

O passado não existe... existiu !



Para saudosistas o melhor de sempre

Para  passadista o melhor dos tempos
 
Importará menos a filosofia
Se o passado um grande sumiço 
Jamais se lhe viu vadio em trajes de aprumo
Sobre tamancos  que incalorosos  despachavam afectos 
É contumaz e corriqueira as aventuras do tempo
Num instante não se sabe o que é
Para no outro nos cair pelas mãos
744

Comentários (2)

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adilson_castro

os meus agradecimentos João, abraços !

joaoeuzebio

LINDO POEMA FEITOCOM A ALMA E SABEDORIA VAMOS NAVEGAR POR AI