Sou Paulistano, aposentado da área de TI, moro em Caraguatatuba - São Paulo - Brasil. Sou apaixonado por literatura do gênero poético com temática filosófica. Gosto muito de Basquete, esporte o qual dediquei muitos anos da minha vida. Tenho dois livros publicados: Caminhos (2012) e Sem Rastros, Sem Vestígios (2013).
Quando Mergulho dentro da minha imaginação, tento esquecer as minhas amarguras, os meus sentimentos e o meu cansaço, tentando deixar a minha alma vazia.
Mas isto é apenas uma hesitação viva e viciosa, da minha imaginação.
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EU E VOCÊ
Eu e você somos pão e manteiga. Eu e você somos sede e agua. Eu e você somos mar e areia. Eu e você somos terra e semente. Eu e você somos sol e dia. Eu e você somos lua e noite. Eu e você somos céu e estrela.
Eu e você... Somos dois? Apenas um
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CIRCO
Você me teve, mas eu nunca tive você.
Nossa história se confunde como o espetáculo de um circo.
Abrem-se as cortinas, e após o espetáculo fecham-se as cortinas.
Cada um para o seu lado.
Então, o que sobrou para mim? Apenas lembranças de um pierrô apaixonado.
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FRONTEIRAS DO TEMPO
Posso ver dentro dos teus olhos e dentro deles ver os teus sonhos.
Os sonhos são como portas, que ultrapassam as fronteiras do tempo.
As portas do passado guardam as nossas memórias, as portas do futuro guardam os nossos mistérios, quem sabe de um lugar melhor; onde a dor não exista; onde as lágrimas simplesmente desapareçam.
Quero poder estar contigo mas isso só vai acontecer se me quiseres nos teus sonhos.
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ESTRADA
Este não é um bom momento pra dizer adeus.
É tarde demais, o sol está se pondo, a noite está chegando, e o caminho pela estrada é longo.
Aqui não existe lugar para mim.
Estou vivendo em um rio de escuridão; sinto-me Prisioneiro da minha própria solidão.
Preciso encontrar o meu caminho, onde possa sentir-me livre; é neste lugar onde eu quero estar.
O meu caminho já foi traçado; preciso ir, o tempo não para, e a estrada é longa demais.
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ESPELHOS DISTORCIDOS
Da alma
Alma caída
iludida
sentida
perdida.
Da calma
Calma funda
imunda
profunda
vagabunda.
Do amor
Amor cigano
profano
humano
freudiano.
Do humor
Humor frio
vazio
vadio
sombrio.
Do olhar
Olhar quente
ardente
Insistente
crescente.
Do mar
Mar puro
escuro
obscuro
inseguro.
Do luar
Luar coitado
ofuscado
castigado
desajustado.
Da vida
Vida pretendida
ferida
bandida
rompida.
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DIAS
Dias de sol amarelo brilhante. Dias de sangue vermelho cintilante. Dias de chuva cinza asfixiante. Dias de mar azul atordoante.
Dias curtos, rápidos. Dias longos, intermináveis. Dias alegres, de amor. Dias tristes, de dor.
Dias de alegria com a sua companhia. Dias de tristeza sem a sua presença. Dias de amor, dias com você. Dias de dor, dias sem você.
Obrigado pela boa vontade. E também pelo epíteto 'intrigante'. Porque como antítese para as minhas definições de mundo, gosto das suas (também), justamente a sua visão precisa de viver: algo como, viver só se vive vivendo, o que é por si só uma definição solar. O lado prático do mundo merece também ter objetivos nobre e grandeza de espírito.
Obrigado pela boa vontade. E também pelo epíteto 'intrigante'. Porque como antítese para as minhas definições de mundo, gosto das suas (também), justamente a sua visão precisa de viver: algo como, viver só se vive vivendo, o que é por si só uma definição solar. O lado prático do mundo merece também ter objetivos nobre e grandeza de espírito.
Parabéns por essa imensa sensibilidade, poeta...teus versos mexem com a emoção, gosto disso!!!
Muito bom, parabéns poeta!