ale_nogueira

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n. 0000-00-00, São Caetano

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A gênese de uma grande vitória

Quando tudo parecia para sempre perdido;
Quando todos os sonhos haviam naufragado
No poço da desesperança de um dia odioso e sofrido,
Uma nova história surgiu para um homem injustiçado.

Quando a covardia mais feroz
Vinha para devorar a liberdade de amar;
Quando qualquer alegria já se tornava sem voz,
Um caminho surgiu para uma vida tirada do seu lar.

Deus já havia preparado um destino glorioso,
E fez de José em terra pagã um ser tão vitorioso
Para salvar até mesmo quem quis impedi-lo de viver!

O perdão então brotou das profundezas da dor,
Trazendo uma alvorada de esperança e amor
Para um povo destinado como seara a florescer.
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Poemas

62

Alento na vida

Nem a indiferença de tantas almas vazias,
Nem os flagelos da morte de todos os dias,
Nem a má conversação das pessoas iníquas,
Podem apagar as sublimes alegrias
De quem ora com um coração singelo
Em noites onde emana um fervor sincero.

Nem a decepções de quem não esperamos,
Nem as amargosas descobertas,
Nem as corrupções de milhares de vidas humanas,
Podem fechar as portas abertas
De nossa plena e inequívoca confiança
Na verdade do amor a soprar o vento da esperança.

Nem as guerras pelo mundo afora,
Nem as divisões que só criam desafetos,
Nem os muros étnicos, culturais ou raciais,
Podem atrofiar a integridade dos corações mais repletos
Da paz celestial indestrutível como uma fortaleza
Irradiante de uma aura de grande beleza.
155

Uma revolução no meu ser

No dia em que o conheci o teu amor,
Como tudo se transformou em mim!
Tudo ficou mais diáfano e fulgurante
Como as águas primaveris e calmas de um rio
Liberto de qualquer turbulência e agitação.

De uma longa noite vi lentamente descortinar
Um belo amanhcer envolto em alegrias;
Ao fim de uma escuridão quase absoluta
Onde só havia prantos silenciosos,
Pude ver uma manhã próspera de doces sonhos.

Tudo era para estar morto e enterrado,
Talvez só haveria indiferença e desesperança...
Mas, eis que nessa hermética floresta
De dúvidas, incertezas e confusões,
Uma clareira nasceu lá no alto e em minha direção.

Foi o sinal inaudito de uma resposta
Que o meu ser tanto precisava!
E essa foi uma entre tantas transformações
Que foram operadas no meu coração
Extenuado por tantos desânimos e interpelações.

Então, o raiar da revolução no meu ser
Despontou como nunca acontecera outrora.
Ele agitou as cordas da minh'alma,
Resplandecendo uma luz de esperança
Contra a insurgência de uma reacionária incredulidade.

Pois no dia em que conheci a tua fortaleza
Como me tornei forte, meu querido Senhor Jesus!
Desde essa, época apreciei a leveza das suas boas novas
Como um pássarinho pela primeira vez pairando
No mais alto céu em cantos de reverência e gratidão.
105

La contemplation de la nature

Dans les moments de solitude et de sérénité spirituelle,
Je contemple la nature avec tous mes sens.
Dans les moments profundément silencieux,
Dans les moments de rêveries remarquables,
Je contemple la richesse des paysages
Les plus espetaculaires.

J'écoute avec joie la musique
Des oisseaux dans leur vols les plus sublimes.
En même temps,
Je sens le bruissement du vent
Et la douceur des eaux claires
D'un océan de tonalité torquoise.

Les parfums de la vie qui puplent les forêts
Conserve mon âme plus légère.
L'émergence de l´aube, d' autre coté,
Donne de l`espoir et le bonheur aux êtres vivants;
Enfin, la lumière de l'étoile du jour
Éclaire aussi les ténèbres de mon existence.

En ces jours de contemplation absolue,
En ces jours propices
Au silence, à la meditation et à l'extase des sens,
J'apprends à vivre comme un rêveur
Qui n'abandonne jamais la simplicité de la nature
Et de la beauté de chaque forme de vie.

En ces jours de contemplation absolue,
En ces jours de intuitions poetiques passionnantes,
Je trouve le sens de la vie;
Dans les moments où je peux
Interagir avec la nature,
Je revê avec mes vols de liberté.
172

Um choro de esperança

Hoje o meu coração transbordou de exultação
E de uma esperança que me fez prantear
Ao estímulo de um alento de grande inspiração,
Abrindo uma clareira para que eu possa me orientar.

Hoje eu contemplei o céu de uma verdade libertadora
Na minh'alma esburacada por um imenso vazio;
É como se fosse germinado a flor encantadora
De um milagre no deserto do meu ser sombrio.

A esperança brota nos lugares mais áridos
Para fazer todo coração singelo e enamorado sorrir
Com a entoação de louvores sinceramente cálidos
Movidos por uma fé trasbordante que o faz progredir.

A esperança é a glória das almas abatidas
Por uma tribulação terrivelmente desafiadora.
A esperança é o consolo das almas feridas
E o sol que refulge em toda vida sonhadora.

E enquanto eu for sensível para chorar de esperança
Disseminada pela graça do amor divinal,
Serei forte para triunfar sobre qualquer insegurança
Que queira me desviar da fonte de todo amor perenal.
106

En el amanecer

Siento soplar en mi rostro el viento de la libertad
Para no dejar moriir las llamas de la esperanza,
De la fe, de la inspiración y de la serenidad
Que ahora me ayudan a camiñar en bonanza.

Hoy quiero vivir sin los viejos temores
Como una aquila volando por los cielos
Y que viaja victoriosa sobre sus dolores
Que siempre arrestan el alma con pesados hierros.

Un nuevo sueño en un hermoso amanecer
Me hace fuerte para no caer
En las tenieblas de la desesperación.

Una nueva historia para contar
Es lo que me hace de los frutos probar
De la alegria y del placer sembrados en el corazón.
139

Viagem para o distante

No mundo paira sempre um grande mistério...
Andamos como cegos, buscando a luz nas trevas,
E sem sabermos perfeiramente
Sobre o que está para além
De toda imensidão fantástica dos céus,
Das profundezas surreais dos oceanos,
Dos abismos vertiginosos, dos desertos inóspitos
E dos subterrâneos mais recónditos da terra.
E o que dizermos de nossa ignorância a respeito
Dos segredos dos corações solitários
De nossos mais próximos e achegados
Às vezes tão impenetráveis e inacessíveis?

A vida é viagem para o distante
E um sonho cheio de realidades insólitas...
Há uma batalha que travamos todos os dias
E pouco sabemos a respeito
De como será nossas vidas
Num futuro que nos promete surpresas
Enquanto vivemos de sonhos e esperanças
E com a candeia da fé em nossos corações.
Somos sedentos por um viver pleno e perene,
Mas hoje a única coisa que podemos saber
É que desse mundo certamente partiremos
Para cruzarmos as fronteiras do desconhecido.

Somos como um navio mercante
Que, em meio as águas turbulentas da existência,
Ruma para um belo destino
Que ainda é inacessível e longínquo;
Misterioso, fantástico e inescrutável.
De forma perseverante, sonhamos atracar
Ao cais da boa nova e da redenção,
E assim sentirmos o abraço da verdade
Tão ocultada pelos véus do engano!
E também aspiramos descobrir um porto seguro
Onde possamos descansar das turbulências
Que intentam diariamente iimpedir a nossa chegada.
107

Todos los días

TODOS LOS DÍAS (PARTE I)
Todos los días encuentro fuerzas
¡En ti, Ó Dios amado, que eres lleno de amor!
Todos los días encuentro un dulce aliento
¡En ti, mi mestre Jesús, hacia superar todo mi dolor!

Todos los días una nueva esperanza
Surge en mi corazón pesado y lloroso.
A veces una respuesta para mis preguntas
Alegra mi alma en un momento lluvioso.

Todos los días quiero en paz alabarte
Y demonstrarte una profunda gratitud
Por salvarme del abismo de la desesperación
Cuando aún yo no sentía la luz de tu plenitud.

Todos los días me levanto en preces...
Al despertar en sueños hermosos
Sé que puedo vivir más que triunfante
Y un día pasar por camiños gloriosos.

Todos los días yo soy testigo
De tu misericordia por mi vida animada
En la contemplación de tu formidable creación
Llena de colores para toda alma enamorada.

TODOS LOS DÍAS (PARTE II)
¡Tu eres, Ó padre que estás en los cielos,
El radioso sol de las maravillosas bendiciones
A calientarme todos los días del frío
De las más terribles desilusiones!

¡Tu eres, Ó creador de todas las cosas,
La dulce sombra que me refresca del calor!
¡Y todos los días eres una estrella
Alumbrando mi oscuridad con su resplandor!

¡Tu eres, Ó Dios todopoderoso e sublime,
Mi camiño seguro para vivir un sueño de libertad!
¡Tu eres, además, mi fuente inagotable de amor
A brillar todos los días y para toda la eternidad!
139

Recomeços

I
O meu destino é viver de recomeços,
Indo em busca do que vale a pena lutar e viver,
Ainda que tenha que muitas vezes sofrer
Para superar os grandes empeços
E para me erguer entre tantos tropeços.
O meu ponto de partida
É sempre a esperança na vitória da vida
Que me faz sonhar com a liberdade
E com o raiar da suprema felicidade
Na minh'alma que hoje soluça tão abatida!

II
O meu destino é viver de recomeços,
Levando comigo as angustiantes incertezas
E na minha existência as marés das tristezas
Que surgiram com os altos preços
Que paguei com os ilusórios apreços
Por tudo aquilo que nunca me enobreceu,
Pois apenas no vazio me enlanguesceu
Quando eu acreditava que poderia voar
Com asas cortadas o meu sonho de amar,
Vivendo numa ilusão que nunca me fortaleceu!

III
Só pude recomeçar porque tive humildade
Para reconhecer que precisava mudar
Os meus caminhos que só podiam me levar
Para uma infrutífera impessoalidade
Capaz de esconder qualquer luz de verdade.
Só pude recomeçar porque tive bravura
Para sair das sombras da desventura
E das armadilhas de toda forma de engano
Que pudesse me tornar insano
Em pensamentos que me levariam à amargura.

IV
Só pude recomeçar porque sou um sonhador
Que ama escrever novas histórias
Tão indispensáveis para uma vida de glórias!
Só pude recomeçar porque sou um desbravador
De esperanças contra qualquer desamor
E de discernimentos que me ajudam a pensar
Na verdade que nunca há de me desamparar.
Só pude recomeçar porque sou perseverante
Como uma estrela que, mesmo titubeante,
Nunca desiste na sua fragilidade de fulgurar.
93

O desejo pela luz da verdade

O que fazer quando o brilho
De nossas almas é de nós roubado
E quando o nosso coração é angustiado
Pelo engano armando o seu empecilho?

O que fazer quando os horizontes da leadade
São obscurecidos pela vileza
De quem ainda amamos na pureza
De um ato de perdão e de sinceridade?

Contra mim, a morte se vestiu de vida;
Contra mim, a feiúra se adornou de beleza.
Hoje só anseio viver na transparência da verdade!

E é desse cristal que contemplo a luz que trepida
Como um fogo que, na sua implacável pureza,
Incinera as trevas temerosas de toda sagacidade.
156

No país da confusão

Vivemos num país que exilou
O seu povo da verdade para privilegiar
Os porcos do poder buscando ostentar
A sua suntuosa miséria que beneficiou
A bandidagem feliz que da prisão escapou
Para voltar a trazer grande pavor
Numa população perdida no dissabor
De uma vida de carências e sem sentido
E de uma "justiça" cega à qualquer pedido
De ajuda a um cidadão no auge de sua dor.

Vivemos num país onde os valores
Estão invertidos para confundir
A cabeça das crianças que só querem aplaudir
Quem ostenta no crime os seus horrores
E uma horda de seres corruptores
Que só querem a esperança silenciar
Numa nação sem porvir para sonhar.
Na política e na cultura, a confusão de babel
Armou o seu circo de maneira cruel,
Arruinando as chances dessa situação mudar.

Vivemos num país, cujas distracões e euforias
Anestesiam o senso moral da população
Que a deixa perdida na sua depravação.
Tantas formas de produzir letargias
Fazem com que haja falsas alegrias
Que nunca trazem a tão sonhada liberdade
Na vida de quem só preza pela iniquidade
Por ser mais fácil angariar ascensão social
E por ser como qualquer político desleal:
Crescendo como parasitas nas trevas da impunidade.
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