alexandre montalvan

alexandre montalvan

n. 1956 BR BR

Gosto de escrever

n. 1956-02-03, são paulo

Perfil
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Borboletas


Vais pelas névoas

suave e brilhante

vais pequenina viajante

de tempos em tempos

tu roubas da vida

os mares e jardins de pálidas orquídeas.

Pousa na alma da flor que agora

com olhos de luz

seduz a aurora

É tua longa despedida

tão linda viajante formosa.

Teu jeito de joia preciosa

em jardins de cores

que se abrem azuis e vermelhas

amarelas

de todas as maneiras

esvoaçante donzela.

Voa em perfumes de bosques floridos

voa em sonhos de gnomos e fadas

voa na fantasia de ogros e duendes

voe em sonhos dos inocentes.

Alexandre

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Poemas

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O Poema que Virou Pó

O Poema que Virou Pó

Poema que na beira da estrada
pede carona para qualquer lugar
aonde quer vá, não vai dar em nada
porque este poema não sabe falar

Enquanto o dedo apontado espera
e a primavera passa lenta
o poema se espanta e se apimenta
na tonalidade das gérberas amarelas

E na doce magia azul
de um céu que se incendeia na paixão
é o brilho da noite de lua
olho que flutua no céu
e no coração
a brisa suave que vem da rua
e o poema se enche de emoção

E assim o poema que nada pode dizer
no esplendor da utopia
de mesmo sem falar... viver para ver,
mas quando chegar o dia
logo após o outono
e ter fechar o paletó
o inverno estar às bordas do seu sono
e restará do poema apenas o pó.

Alexandre Montalvan
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A última Noite


A última Noite

E quando a noite chega à vida
eu temo que amar teu negro manto,
ira fazer-me olha-la dividida
e desprezar todo o teu encanto.

Mas apesar dos pesares eu amo
teu negrume aveludado e macio
que estremece a carne, mas como
a noite é um caminho oco e vazio,

larga-me no tempo e nas aspirais
do desengano, do labor ao descanso,
e nela eu gozo gozos sem iguais

e me embalo no seu suave remanso
embevecida de sombras e luzes que
se intercalam entre meus dias finais.

Alexandre Montalvan
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Décimo Terceiro Andar


Décimo Terceiro Andar

Nas bordas do sono
Acordei na noite 
Em um sobressalto morno.
Como um soco ou um coice
Como o despertar de um sonho
Uma imagem me veio
Meu amor foi embora
E eu estava sozinho por inteiro.

Nos dias de hoje deslizes 
Sem casa, sem teto
Com as nuvens ao vento
E os meus sentimentos
Em incontornáveis crises

Sentimentos perdidos
Na correnteza de um rio
Sob um céu infinito
Neste real finito mundo...coalhado
De sonhos...
Mares de braços e pernas
Escuros e frios.

Anjo de asas douradas
Você partiu
E levou partes de mim.

Foi um voo de andorinha 
Leve como a brisa noturna 
Você partiu minha rainha
E me trouxe o desalento

Mas eu ainda posso ouvir
Meu coração batendo
Neste exato lugar
Olhando a rua da varanda
Do meu prédio no décimo terceiro
Andar.

Alexandre Montalvan
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O Despertar da Mente



O Despertar da Mente

Desperte oh! Mente idiota e inútil
perceba pois...pois, o transcender das ideias
nada em teu córtex é fatigante ou fútil
mas não se esqueça que fazes parte de uma colmeia

Desperte oh! Mente adormecida e inútil
perceba pois que transcender talvez o faça infeliz
será que em toda a tua vida útil
o teu melhor papel será o de aprendiz?

É nesta consciência viva que se perdura
em vasos com gosto de fel e negra matéria escura
mesmo assim com o tempo tudo se esgarça
és um rio que em pesadelos se transforma
— Aquilo que veio, ao seu inicio retorna!

Desperte oh! mente metediça e infeliz
Pois...pois a morte esta em pé
branca igual a um toco de giz...
um náilon fino envolve o seu pescoço
uma enorme língua negra
em oposição ao seu nariz.

Alexandre Montalvan

Queridos poetas e amigos deste Recanto com esta poesia
eu fiz um vídeo se puderem, façam-me uma visita para vê-lo
o link é https://www.youtube.com/user/processolento
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Comentários (2)

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Thaís Fontenele

És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!

Heloisa Melo

Alexandre tua poesia fala com a alma, transborda de amor pleno , puro que exala ternura . Parabéns !!!