alexandre montalvan

alexandre montalvan

n. 1956 BR BR

Gosto de escrever

n. 1956-02-03, são paulo

Perfil
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Borboletas


Vais pelas névoas

suave e brilhante

vais pequenina viajante

de tempos em tempos

tu roubas da vida

os mares e jardins de pálidas orquídeas.

Pousa na alma da flor que agora

com olhos de luz

seduz a aurora

É tua longa despedida

tão linda viajante formosa.

Teu jeito de joia preciosa

em jardins de cores

que se abrem azuis e vermelhas

amarelas

de todas as maneiras

esvoaçante donzela.

Voa em perfumes de bosques floridos

voa em sonhos de gnomos e fadas

voa na fantasia de ogros e duendes

voe em sonhos dos inocentes.

Alexandre

Queridos amigos com esta poesia eu fiz um vídeo que postei no youtube fiz com mto carinho se puder faça-me uma visita vou ficar mto feliz,
http://www.youtube.com/user/processolento

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Poemas

4

Soneto do Bem e do Mal


Soneto do Bem e do Mal  

No cerne da alma humana, o mal habita,
nasce em mim esta imensa dor factual
e a escuridão imposta é infinita,
caso eu olhe nos olhos deste mal 

Porem  toda a minha alma explicita
que há amor e ele não é residual
e toda esta força nos habilita
a catrafilar todo este mal 

A cada pequena fibra de um tema
nasce a inquietação no meu ser
pode e talvez não seja poema,  

não importa, pois me fará renascer
e isto para mim não é nenhum problema
porque um dia o mal, o bem... Há de vencer. 

Alexandre Montalvan
101

Olhos do Ator




Olhos do Ator 

No clarão azul do silencio,
turva era a sua retina morta.
Salta nuvens que dos céus despencam
sobre este desperto coração
com os soluços da sua artéria aorta. 

Indevassável os seus olhos escuros
e a sua córnea fina não esbranquiçada como vidro,
porém estilhaçada, era macia e mansa.
E neste palco repleto de muros
eram suas as lagrimas que encharcavam o chão comovido. 

E assim se construía a vida derradeira,
entre o escuro e a luz,
certo que o mundo era coberto de fogueiras
e sombras, archotes e labaredas
e as dores que a tudo isto induz. 

E assim começava a peça dramática
com seus lábios e línguas
e os olhos do ator,
escuros como a noite profunda
mas com seu brilho arrasador. 

Alexandre Montalvan
96

Voltar a Voar


Voltar a Voar

A vida segue por invernos, entre eu e
desflorada flor. Este ardor segrega o
invisível. E a dor aumenta...
a saudade me corroí, aonde eu for

Toque de mãos, envelhecido este amor
em um olhar silencioso e mudo
a calmaria natural, quem sabe
traz um morno e adocicado calor

No céu escuro há um azul intenso
cai o muro que impede o meu olhar
eu defeso, corpo em movimento, eu penso

estou livre da amarra que me impede de amar
por um momento a dor fica em suspenso
se me crescem as asas eu voltarei a voar.

Alexandre Montalvan
116

Essência da Manhã


Essência da Manhã

Na essência primitiva
se espera que emane as feras
mas na posse contemplativa
a aura branca cativa
se expande em sua esfera,
é na mais pura correnteza
de falsas aguas
mas de enovelada surpresa
que da nome a incerteza
de intatiáveis aguas.

Mesmo que tudo se pareça magoas
o brilho é tanto e ofuscante
que nos prende por fazer sentir,
amar e por sorrir
até por aquilo que se espera vir
e na verdade brilha feito diamante
um brilho tocante
de mil fragmentos indefinidos.

A transcendência do desconhecido
o fulgor do teu rosto imberbe
transparece uma mistura
como a agua falsa que ferve
ou as improváveis magoas
seus textos e suas rasuras
mas tudo são só palavras.

A primitiva essência é tamanha
que legitima diluir-se no abstrato
no frescor das folhas de hortelã
ou na concretude de um inverossímil retrato
espelhado nas falsas aguas
de uma ensolarada
manha.

Alexandre Montalvan
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Comentários (2)

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Thaís Fontenele

És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!

Heloisa Melo

Alexandre tua poesia fala com a alma, transborda de amor pleno , puro que exala ternura . Parabéns !!!