alexandre montalvan

alexandre montalvan

n. 1956 BR BR

Gosto de escrever

n. 1956-02-03, são paulo

Perfil
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Eternidade

Posso sentir a morte do fim do dia
O hálito fétido da sua boca aberta
A crescente invasão da agonia
A alma vazia na noite deserta

Tão certas as palavras que existia
Apenas no fim rastros de melancolia
Deste dia que a tão pouco apenas nascia
E agora pouco a pouco a morte o levava
Ele morria

Não posso sepultar mais este dia
Quero me libertar destes grilhões
Fazer de um simples sonho realidade
De um simples ato de vontade, eternidade
E ver nascer com alegria um dia que nunca morreria
De verdade

Ter o olhar refletido no nada
Tão frio como o aço da espada
Encontrar o altivo senhor do universo
O senhor da imensidão
Que mesmo distante esta tão perto
Do meu coração

Alexandre
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Poemas

29

Eu Te Amo


A quantas vidas te procuro
São tantos véus que se faz obscuro
O amarei, o amar, o amei
O que faz saciar minha fome

E o meu sangue impuro se faz
Por tantas vezes, que eu já não sei
Nesta busca insana, e m'alma inflama
Eu penso que sei, que te achei

Meu Deus, como posso amar o que não sei
Como posso olhar os teus olhos
E te ver no passado ou no amanhã
Em teus braços amados, sentir que te achei

A quantas vidas grito, saudades!
Pegadas sobre pegadas, e refazer os meus passos
E procurar teu regaço
Que tantas vezes minha cabeça reencostei
E dizer-te, que eu te amo e dizer, eu sempre te amei

Alexandre
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526

Amor Doentio


Doentio é este amor,

Que transforma o meu corpo em desejo.
E quase, que preciso ter comigo
Brancos tapetes de flores
Para que graves em tua carne, a volúpia
Incandescente da urgência de meus beijos

Porque eu amo-te com tamanho encanto
Que esta luxuria me domina, eu me espanto
É um morrer no paraíso
Em meio, a pecados e risos
Estridentes, sem sentido
Quanto arrependimento eu tenho tido.

Doentio é este amor
Que me mata pouco a pouco
Que me enlouquece
E transforma-me em louco sonhador

Como droga e sem aviso me afoga
E me deixa sem sentido
Colorido, como LSD, como um gozo infinito
Um mergulho no abismo
Sem retorno, sem um pingo de pudor,

Doentio é este amor. . .

Alexandre Montalvan

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2 311

Legado

O teu legado é desespero
É fúria do céu cinzento
É a força dos ventos
Que varre a terra e a deixa nua

O que tu deixa são águas turvas
Que emolduram a face escura
Olhos de fogo como o sol do fim do dia
Hipnotizam na louca paixão, na magia

E agora partes como um vira-mundo
Roubando de mim todos os segundos
E a vida finda eu pressinto...

Deixa magoa que em mim aflora
Esta dor tão latente e sonora
Em minha alma eu apenas sinto...
E agora!

Alexandre Montalvan

1 513

Paixão & Fogo

 Paixão. . . eis que chama. . .
Sobe o fogo, o calor, queima em brasa
Como chama se queimou e se apaga
E agora o que resta.
Nada

Silêncio. . . eis que cala...
Explosões de sentimentos
Como o mar em seu lamento
Ao chocar-se com a rocha
A esmigalha
E agora o que resta
Nada

Meu Deus
porque a minha existência se contorce
entre o silêncio e  a chama
se no fogo eu me queimo
e no silêncio. . . este vazio imenso
me acompanha.

Alexandre

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444

Não Deixem

Não deixem que me tirem a liberdade
de reinventar um novo coração
uma perene historia de amor. . .
de escrever sobre ardente paixão.

Ou a embriagante tensão do desejo
escrever um verso como fosse um beijo
dado no canto da boca, na boca todinha
um beijo de língua, escancarado no verso
linha a linha.

Não deixe que me tirem o pranto
a tristeza que evoca a minha alma
a dor da perda, do desencanto
dos amores perdidos de outrora

Sei que vou morrer a morte dos esquecidos
sem ninguém. . . parentes ou amigos
sou ave errante e sem ninho
e neste mundo indiferente e cruel
resta-me apenas, memórias, um lápis e um pedaço de papel.

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584

A Rocha

Grãos de areias infestam os oceanos
que já foram imensas rochas um dia
esmigalhadas por ondas que batiam
dia a dia, despedaçando a rocha fria.

Como as rochas minha alma esfacelada
por amores que dia a dia vão morrendo
uma flor, uma janela e uma estrada
e nela, meu coração vai se perdendo.

Como as rochas o meu beijo é saudade
nas manhas que brincávamos ao vento
eu tocava suave tua face ruborizada
quase eu podia ler teus pensamentos.

Palavras que me ferem como o corte de um sabre
e se abre e sangra como um rio que vai para o mar
pouco a pouco vou morrendo nas brancas areias
despedaçado como as rochas sem forças para lutar.

Alexandre

2 818

Pedaços de Vida


Não sobre o pó
não derrames tuas lágrimas
errante pesadelo que se encerra
e sobre o rosto macilento, terra.

Nem as palavras se desenham
nem o vento prolifera
talvez um pássaro agourento
que espera em vão
alguma comida
migalhas de uma vida
um pedaço da carne
jogado ao chão.

Gota a gota cada sentimento
rasgada a faca patética amargura
no estertor da desventura. . . assim
abre caminhos. . . morte, pensamentos
a dor. . . nem quem é forte
chega ao fim.

Amanha quem sabe, transmita a ela
pouquinho de saudades torturante
um adeus ou um aceno da janela
uma amor que esta morrendo
uma dor
uma rosa murcha na lapela.

Alexandre
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1 423

Borboletas


Vais pelas névoas

suave e brilhante

vais pequenina viajante

de tempos em tempos

tu roubas da vida

os mares e jardins de pálidas orquídeas.

Pousa na alma da flor que agora

com olhos de luz

seduz a aurora

É tua longa despedida

tão linda viajante formosa.

Teu jeito de joia preciosa

em jardins de cores

que se abrem azuis e vermelhas

amarelas

de todas as maneiras

esvoaçante donzela.

Voa em perfumes de bosques floridos

voa em sonhos de gnomos e fadas

voa na fantasia de ogros e duendes

voe em sonhos dos inocentes.

Alexandre

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2 312

Multidão


Tudo é uma grande ilusão

Sonhos, apenas lixo enfeitando os caminhos

Fecharam a torneira do amor

E as gotas caem. . .

É apenas solidão

O mundo é desértico e seco

Em mares de óleos escuros

Parques de crianças esquecidas

Mortas vivas estendidas à sombra

De viadutos, esquinas e muros

Um Deus que não pune, nem olha,

Olhares finitos

Um mar de espectros esquecidos

Á margem, sem carnes esquálidos e aflitos

Um cão que não morde, nem ladra

Em um mundo cão

Pisado amassado dobrado

Que não é redondo nem quadrado

É apenas um transitório perdido

Em meio à multidão

Alexandre

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Comentários (2)

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Thaís Fontenele

És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!

Heloisa Melo

Alexandre tua poesia fala com a alma, transborda de amor pleno , puro que exala ternura . Parabéns !!!