Alexandre Rama

Alexandre Rama

n. 1987 BR BR

n. 1987-11-19, Jaraguá do Sul

Perfil
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O RELÓGIO

No fundo da sala em uma parede bege, ou amarela clara, existe um relógio cujos ponteiros não se cansam de andar. Sempre em frente. Pulando em segundo em segundo. Tic, tic, tic, tic, tic...

Será que ele nunca se cansa? Como seria se um dia todos os relógios entrassem em greve e parassem de registrar o tempo? Enquanto o professor fala, ele permanece lá imóvel ao sei lugar, calmo, apenas mostrando quem é que manda, pois, não importa o quão importante seja a ação, quão importante seja a fala do professor ou a vida a ser salva, tudo no final das contas quem dá a última carta é o tempo.

Mas fundo da sala há um relógio, um buraco negro que tem o prazer de engolir tudo que está a sua volta e nunca mais devolver às coisas que tomou para si. Para mim, no fundo da sala o relógio não está a pular e, sim, a gargalhar na nossa cara, pois, no final das
contas tudo é uma questão de tempo.
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Biografia
O povo judeu na sua origem acreditavam que as palavras era o caminho mais rápido de se chegar aos ouvidos de Deus. Já que as palavras continha a própria essência de Deus. As palavras contem o poder da criação.

Poemas

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SANGUE EM UMA NOITE DE VERÃO

Quantas lágrimas são necessárias para se formar um rio?
Quantos gritos são necessários para se abafar um trovão?
Ou quanto sangue para se adubar a terra?

Olho à minha volta e sinto a dor que transborda das almas dos mortos-vivos
que caminham por essa terra.
Almas inocentes violentadas em seus castelos encantados pela frase:
"Ah, minha criança! Você não é capaz".

Quantas vezes vivemos aquilo que querem que vivamos
e deixamos de viver o que realmente buscamos.
Sonhos amputados como se amputam membros em decomposição
com a esperança de salvar o restante do corpo.

Mas é possível uma alma viver sem sonhar?

Sonhos são afogados na latrina social que teima em dizer que tudo está perfeito.
Será?
Na pior das hipóteses que sirva de adubo para a imaginação.

Cada dia que se passa, vejo o fogo da vida ser apagado pelas lágrimas dos inocentes que lutam, pulando nas brasas, para tentar sobreviver.
Às vezes me pergunto se a morte brinca de ciranda com a humanidade.

E a onde está a verdade nisso tudo.
Ela fugiu.
Conheceu um carinha aí.
Um traficante qualquer que deixa ela dopada o tempo todo.
Ela nem sabe mais quem é.
Mas na verdade,
Quem hoje dia sabe, não é?!
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Malu Silva

Voar é sempre bom. Simboliza a liberdade, a busca dos sonhos... Voe sempre que possível!