allycia

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Escrever me faz esquecer e alegre-me a alma.

n. 0000-08-22, Rio de Janeiro

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Fim de um amor

E chegará um momento em que nós não saberemos quem fomos um para o outro.
Chegará um momento em que eu irei esquecer qual a sua cor preferida e o seu prato de comida.
Esquecerei do toque, do gosto, da textura,
e até mesmo de como era o sentimento de quando eu te olhava enquanto você adormecia.

Chegará um momento em que o teu cheiro não será mais familiar,
e nem tudo que eu olhar vai trazer você para perto de mim.
Chegará um momento em que meu coração não vai acelerar quando em você eu pensar,
e a angústia não estará mais ao meu lado; e tudo que eu senti por você um dia não mais haverá. 

Será estranho um dia eu pensar que,
um dia já te amei tanto e agora quando te olho tão distante dos olhos meus eu não sinto mais nada.
É um vazio.
Não sinto culpa, não sinto raiva, não sinto saudades, não sinto amor...

Chegará um dia em que passará por mim e eu por você, talvez com novos amores,
e iremos nos cumprimentar com um sorriso e tudo que vivemos,
aquela história que acreditávamos que seria como um conto de fadas,
tão memorável quanto Romeu e Julieta...
Será apagado.

E tudo que poderemos fazer será sorrir um para outro como sinal de respeito,
pois seguiremos nossas vidas e nos tornaremos somente velhos conhecidos um para o outro. 

A.R / RJ - Volta Redonda
28/08/2020
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Poemas

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Artigo: Morte

O que é a morte
Se não o fim desse ciclo?
O que é a morte
Pra quem se vive dentro da mortalidade?
O que é a morte
Senão o fim do sofrimento?
O que é a morte para além de tudo
A retirada da carne a tristeza esfaqueada em gomos, mastigada e cuspida fora?
O que é a morte
Pra'queles que já desistiram?
O que é a morte
Pra'queles que buscam refúgio?
O que é a morte
Se não um retrato da vida?

O que é a morte
Não se sabe, muito menos eu sei.
Se a morte é como viver em vida. Se é fim de tudo. Escuridão, então eu já morri.

Mas rezam a lenda e alguns proferem que a morte é a felicidade eterna, onde se encontra a paz e acabassem os caos, se for assim, levem-me para o caixão. Deixe-me lá, não chorem por mim. Porque viva eu já estava morta e espero viver quando finalmente eu morrer.
 

A.R - Faro, Portugal. 



08/Jan.
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