Alysson Rosa

Alysson Rosa

n. 1989 BR BR

Eu não vos compreendo e vós não me compreendeis.

n. 1989-08-28

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Na Beleza dum Tristonho Outono


Ah, na beleza dum tristonho outono,
Em que se murcham tantas belas vidas,
Eu quero mergulhar num longo sono,
Ouvindo a Morte me soprar cantigas...

E na beleza dum tristonho outono,
Deitado sobre as folhas sucumbidas,
Eu quero mergulhar num longo sono
Até curar minh'alma das feridas...

Mas na beleza dum tristonho outono
Eu quero mergulhar num longo sono
Ouvindo o canto duma voz singela...

Pois na beleza dum tristonho outono
Eu quero mergulhar num longo sono
E só me despertar no afago dela...

21 de agosto de 2012, Alysson Rosa.
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Poemas

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Na Beleza dum Tristonho Outono


Ah, na beleza dum tristonho outono,
Em que se murcham tantas belas vidas,
Eu quero mergulhar num longo sono,
Ouvindo a Morte me soprar cantigas...

E na beleza dum tristonho outono,
Deitado sobre as folhas sucumbidas,
Eu quero mergulhar num longo sono
Até curar minh'alma das feridas...

Mas na beleza dum tristonho outono
Eu quero mergulhar num longo sono
Ouvindo o canto duma voz singela...

Pois na beleza dum tristonho outono
Eu quero mergulhar num longo sono
E só me despertar no afago dela...

21 de agosto de 2012, Alysson Rosa.
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Cemitério Lôbrego


Andejo a ponderar, pranteando agruras
Em madrugadas gélidas, sozinho,
Errando por um tétrico caminho
Que torna as minhas noites mais escuras.

Contemplo, num perene desalinho,
Uma aura matizada de tristuras,
Que envolve as plangitivas sepulturas
E faz o meu respiro ser daninho...

As aflições a cada instante aumentam,
Conforme as almas tristes me atormentam,
Por corredores frios e medonhos.

Vagueio, numa angústia colossal,
Num cemitério lôbrego, no qual
Se quedam, inumados, os meus sonhos...

28 de julho de 2012, Alysson Rosa.
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