Ana Moraes

Ana Moraes

n. 1976 BR BR

Sou educadora na rede pública municipal de ensino de São Paulo, Escritora, Contadora de História, Universitária e Amante da arte em suas mais diversas ramificações, tais como a pintura, a literatura, a poesia, a música, a dança, o cinema e o teatro

n. 1976-09-04, São Paulo

Perfil
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AUSENCIA

A ausência de sentidos
que outrora tanto desejei
me faria não mais sentir dor,
mas também me privaria de sentir
tal profundo e indescritível amor
que hoje finalmente sinto
e que me anestesia em meio
a tanto sofrimento e dor
e que um dia com toda certeza,
há de me tirar de tanta tristeza
e serei enfim feliz, que foi
o que sempre quis, por natureza.

Ana Moraes (2011)

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Biografia
Ana Paula de Moraes Cordeiro nasceu em Vitória da Conquista, BA em 1976 e mudou-se para São Paulo com sua família aos três meses de vida, onde vive até hoje. Universitária, cursando Pedagogia na Universidade de Santo Amaro UNISA, funcionária pública na rede de ensino do município de São Paulo desde 2009, Escritora e Contadora de História. É também amante da Arte em suas mais diversas ramificações, tais como a literatura, a pintura, a poesia, o cinema, a música, a dança e o teatro. Desde criança canaliza suas emoções através da escrita. A primeira poesia que registrou em um pedaço de papel foi feita após ter, fatidicamente, se dado conta de que aquela série que cursava aos quatorze anos de idade (último ano do ensino fundamental) poderia ser sua última experiência enquanto estudante, visto que naquela época, 1991, sua realidade era outra e o estudo era algo limitado para sua classe social. Eterna estudante tem como objetivo continuar adquirindo conhecimento enquanto aluna, mãe, filha, cidadã, enfim, de todas as formas afim de alcançar um possível enobrecimento da alma até o dia de seu último suspiro. Encara os estudos e aperfeiçoamento profissional e pessoal como utilidade básica.

Poemas

22

RECOMEÇO

A vida é feita de vários recomeços.
Há aqueles seres que pouquíssimas vezes
tiveram que recomeçar, porém a outros
que recomeçam sempre, sem para.

O recomeço a princípio nos remete a
uma sensação de derrota, mas quando analisado de forma oposta
podemos ver que
ao contrário do que pensávamos,
o recomeço talvez seja o mesmo lugar onde antes estávamos,
nos permitindo então refazê-lo
tendo conhecimentos dos possíveis erros,
que antes nos fizeram fracassar e
talvez também seja uma forma de mostrar
que mesmo em meio a sofrimento e dor
resistimos e não desistimos de lutar.

Ana Moraes (2011)

692

AMOR VERDADEIRO

O amor que sinto hoje é
in-su-pe-ra-vel-men-te maravilhoso,
ab-so-lu-ta-men-te majestoso,
in-fi-ni-ta-men-te delicioso e
de-fi-ni-ti-va-men-te precioso.

ÉÉÉÉ......amor ver-da-dei-ro!!!!!
E eu que achava que amava,
pensava que sorria,
imaginava que vivia...
nem se quer sonhava em viver tanto amor
mesmo que por um só dia.

Hoje?
Posso dizer que amo.
Posso a-cre-di-tar que sorrio
e posso sentir a verdadeira
sensação de viver,
porque o "amor verdadeiro", hoje,
toma conta do meu ser.

Ana Moraes (2011)

718

SANIDADE

A loucura é a trajetória final da
insatisfação em meio a tristeza e
desilusão, ao passo que o estimulo
é o condutor para a felicidade e
para a sanidade emocional.

Ana Moraes (2011)

725

AUSENCIA

A ausência de sentidos
que outrora tanto desejei
me faria não mais sentir dor,
mas também me privaria de sentir
tal profundo e indescritível amor
que hoje finalmente sinto
e que me anestesia em meio
a tanto sofrimento e dor
e que um dia com toda certeza,
há de me tirar de tanta tristeza
e serei enfim feliz, que foi
o que sempre quis, por natureza.

Ana Moraes (2011)

798

CONSTATAÇÃO

Vi, observei,
percebi e então gostei.
Gostei não só do que vi,
mas principalmente do que senti.

Senti afeição? Paixão?
Não sei.
Só sei que senti e
não consegui reagir.

Reagir contra...
tudo aquilo que vi,
observei, percebi e
então gostei.

Ana Moraes (2009)

638

SILENCIO

Hoje o meu silêncio fala por mim.
Minha face reflete meu interior e
minhas lágrimas... a minha dor.

Ana Moraes (2011)

665

SENSAÇÃO

Sentir novamente o bem querer
emana em mim a vontade de viver.

Transpassa a linha do saber
e edifica minha aura... meu ser.
Contamina o meu dia-a-dia
e como o sol,
irradia grande alegria.

Ana Moraes (2011)

689

DOR

A dor se faz tão cruel
e amarga como fel,
queima como fogo
e destroi tudo e
mais um pouco,
deixando que o querer
e a vontade de viver
mingue sem nem mesmo
eu perceber.

Ana Moraes (2011)

654

INCERTEZAS

Como posso sonhar sem me magoar?
Como posso viver sem sofrer?
Como posso acreditar sem me enganar?

Parece que nunca vou alcançar
a verdadeira reciproca
na arte de amar.
Então para que continuar a lutar?

Mentiras e omissão
envenenam qualquer relação.
Assim... fico sem rumo, sem norte,
entregue a própria sorte
de quem sorte não tem e
e a quem ter sorte não convem.

Ana Moraes (2011)

660

DESCANSAR

Dormir e não mais acordar...
Tudo que quero.
Cansei de lutar!
Mas como poderia
meus filhos deixar...
entregues à própria sorte
com sua mãe
em seu leito de morte?

Se eu insisto em respirar
é por amar dois seres que
nem posso se quer pensar
que um dia eles possam vir a passar
por situações que
de longe possam lembrar
o que hoje estou a suportar.

Ana Morae (2011)

630

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