Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

n. 1980 BR BR

Poetisa digital e popular. Moro em Rodeio, Médio Vale do Itajaí, Santa Catarina.O Médio Vale do Itajaí também é conhecido como Vale Europeu Catarinense.Todos os meus escritos de toda e qualquer natureza estão disponíveis gratuitamente.

n. 1980-05-30, Rio de Janeiro

Perfil
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Sapucaia

É inverno, estamos em julho,

sem flor e nenhum fruto.

Enquanto a querida sapucaia 

repousa tranquila na praça,

O charme da minha mente 

anda roçando na tua barba.

 

A sua vibração anda fazendo 

do meu coração um coreto

em afinação para a festa, 

Avassaladoramente estou 

ocupando-te com intenção 

de ser amor e a tua paixão. 

 

Todo o dia a minha rebeldia 

em ti anda fazendo a poesia, 

e uma deliciosa revolução;

Tu não anda mais aceitando

por atração outra direção 

que não seja se entregar à sedução.

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Poemas

369

Filho do Gavião-real

Não quero que concorde 
comigo sem antes aprender 
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem 
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber 
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber 
quais são os territórios ultramarinos 
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é 
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem 
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar 
que avisei que o Deus da Guerra 
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação 
é fluída e pode vir se espalhar, 
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar 
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não 
sou grande coisa na vida - apenas poeta.

20

Cantar os Reis

A ventania traz o tempo 
para dançar com a gente,
Fazendo o Araçá-grande
gentilmente balançar
as flores a desabrochar. 

Ouço Cantar os Reis 
vindo se aproximar,
Queiram ou não,
vamos todos sorrir,
se divertir e a paz total 
haverá de prosperar.

Os Reis Magos 
irão nos abençoar
sob a luz da querida
Estrela de Belém 
que irá nos iluminar.

38

Cantar as Janeiras

Abrir as portas das casa
dos nossos corações, 
Cantar as Janeiras ao redor 
do Araribá em flor,
Pedir aos três Reis Magos,
muita paz, fé e amor,
para a nossa gente brasileira,
e sul-americana,
Para realizar tudo o que cada 
um sonhe e aconteça,
e tudo o quê a gente plantar
na vida sempre floresça.

24

Minh'alma namora

O brilho da alvorada da grã intenção,
a incipiente e convicta reafirmação,
continua sibilante crescentemente. 

Com o culto à extrapolação porque 
a tua sagacidade captura o ar,
e faz o meu coração por ti disparar. 

Pelas tuas camadas de velatura 
não canso por todas me fascinar,
no teu coração tenho o real lugar.

O visceral colado ao tangencial,
entre o viciante e o alucinante,
continua vivo o que é de romance.

Ainda que silenciosos e austrais 
celestiais os teus lábios amorosos 
adoçam os meus como Tarumã.

Perscrutar o conjunto da obra 
por anos de ti me fizeram doutora, 
minha vida, que minh'alma namora.
 

30

Açaí da Palmeira Juçara

O entranhável que habita 
no final é o que enraíza,
E não aquilo que se aprecia 
por vir do mundo exterior.

É a boa colheita do açaí 
da Palmeira Juçara,
a ingênua herança latina 
que nasceu disputada -
mesmo sem ser notar. 

O lume emanado do amor,
os vezos em chamas -
de entrega e romance,
a querença além do instante.

A lírica trovadoresca e a corte,
o Sul do meu Sul até o Norte,
Ter nascido aqui e descobrir-te:
é nascer com muita sorte,
e por nós inteira nos dedicar.

Está para nascer a batalha cultural 
que desconstrua e vença,
Só de receber o seu sorriso é 
o meu melhor Poemário Nacional.

Não há quem convença e prenda,
te querer sempre mais só aumenta 
a pertença mesmo que alguns digam 
que querer viver assim é só lenda.

26

Butiás maduros

O que é de paz me pertence,
e o romantismo perene, vigentes,
perseguem obsessivamente,
trazer o corpo do outro à memória sensorial é algo paulatinamente 
que cultivo incessantemente. 

Amiudar os detalhes em busca 
do aperreamento perfeito.
do aprazimento da linguagem 
que não pode ser dita,
e sim plenamente sentida;
em nome da benquerença,
do arrebatamento e da cobiça.

Para viver os deleites mais
sublimes dos butiás maduros,
dos desvarios que podemos juntos, 
da suspensão dos sentidos
e dos enlevos sensuais cúmplices 
eleitos para brindar caminhos.

33

Beijos de Cambuí

Nada de mim em ti, é evanescente;
incipiente se renova e permanece,
com velatura de seda sobre a sua 
pele com nímio certeiro nos impele 
a nos colocar nas mãos do destino. 

Perscrutar o teu mistério quase 
místico é algo como mansa ave 
e o meu roçar suave passeiam 
com graça tangencial no seu brio,
flertando sibilante e visceralmente.

Doce é a ambição pela tua turgidez
de alta voltagem e do teu mais 
terno amplexo que têm fortemente 
se preparado - e a cada novo 
eflorescimento tem se encaixado.

Não quero esconder que te quero
bem colado com beijos de Cambuí,
indecoroso, atrevido e abusado,
porque lado a lado sinto que os teus 
planos são de amor e fogo apaixonado.

28

Pitangas-pretas

Trazer o discreto deliquescente
pôr nas tuas mãos a fermosa 
para desmanchar de prazer,
Revolver - filar o teu corpo;
em cativanza vir total a maer,
para que nada mais nos escape.

Renovar a merencória conquista
de pacificamente despertar 
os estados e nossas atmosferas,
Jazer o mundo até a próxima 
cena de espasmódicas quimeras
em indomáveis adstringências. 

Elevar a temperatura e o clímax 
para atravessar as auroras,
Deixar que a alva Lua alcance
como voyeur e do assento
ledo me aposse como mulher
plena em sinuoso movimento.

Colocá-lo para descansar meio
em meio ao eflúvio vivido,
despertar e sair como Eva 
insinuante e tátil pela mata,
sem temer que estejam olhando,
e colher pitangas-pretas 
para o café-da-manhã nubívago.

55

Palmeira Juçara

A liberdade não rima com vertigem, 
e jamais conhece a linearidade,
só abre a guarda com tranquilidade,
diante da paragem como paisagem
com clareza nas nossas vistas.

Debaixo da Palmeira Juçara,
​por isso deixo dançando livre,
rendendo culto firme e convicto 
ao desembaraçado, leve e solto,
e o que é inexorável - o Ano Novo.

Por isso, ao Ano Novo sempre 
devoto com sublime cuidado 
lealdade plena, visceral e etérea -
cultivando o que fato e veludado,
e constrói presença perpétua.

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Comentários (19)

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Eu moro no interior do Estado de Santa Catarina. A minha vida é na pacata cidade de Rodeio, Médio Vale do Itajaí.

Minha cara poetisa... sabe como gosto de teus textos... as vezes comento as vezes não... mas ver as estrelas como tu a vê...somente pelo meu sonhos que em uma noite parecia que meu corpo estava acima das nuvens , onde tinham tantas estrelas pequeninas e acordei com esta forte comossão. ( me parece que tu viajas muito ) ? bem abraços e muita saúde. A todos os seus. Ademir.

Olá amiga Poetisa.... belo texto poético ... estás a procura do bem viver , mantendo o significado de seu bem querer. pessoalmente , acho teus versos um encontro da natureza que frutifica teu belo coração. Parabéns. Ademir.

Olá cara poetisa.... tu fizeste bem fazer da paz uma rebeldia , em poema de grande alegria. abraços.

Ok... Poetisa muito belo este testo poético.